Urutau visita apartamento na região central de Rio Preto (SP)
Quem passa pela região central de São José do Rio Preto (SP) talvez nem imagine que, entre árvores, canteiros e sacadas de apartamentos, o urutau, uma das aves mais enigmáticas da fauna brasileira, esteja reaparecendo com mais frequência. Foi justamente uma dessas visitas improváveis que transformou a rotina do produtor rural Paulo Antonio Cabrera de Souza, de 65 anos, em um momento que ele descreve como “de felicidade e paz”.
Conhecida como mãe-da-lua, a ave posou na sacada do apartamento do morador, onde ficou por horas, proporcionando a ele a oportunidade de filmar e fotografar o encontro. Veja o vídeo acima.
📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp
Ao g1, Paulo revelou que ainda tenta encontrar palavras para explicar a emoção após receber um urutau em seu lar, na rua Siqueira Campos, no centro da cidade.
“Uma visita divina. Poucas pessoas, mesmo morando no mato ou em fazendas, terão um encontro maravilhoso desses”, contou.
Urutau na sacada de apartamento, na região central de São José do Rio Preto (SP): oportunidade para registros feitos por morador, que classifica momento como "visita divina"
Fotos: Paulo Cabrera Souza/Arquivo pessoal
O pássaro permaneceu praticamente o dia inteiro na área externa do imóvel, silencioso e dormindo, comportamento típico da espécie. Paulo aproveitou para registrar o momento em um vídeo. Ele chegou a ficar a cerca de 50 centímetros da ave em uma das aproximações.
“Ele tem uma janelinha na pálpebra e ficou me espiando com o amarelo intenso da cor do olho”, lembrou.
A descrição feita pelo produtor rural chama atenção justamente para uma das características mais curiosas da espécie: mesmo de olhos aparentemente fechados, o urutau consegue observar o ambiente por uma pequena abertura nas pálpebras, mecanismo que ajuda na proteção contra os predadores.
Urutau na sacada de apartamento, na região central de São José do Rio Preto (SP): oportunidade para registros feitos por morador, que classifica momento como "visita divina"
Paulo Cabrera Souza/Arquivo pessoal
“Tem observadores do mundo inteiro que passam a vida tentando ver um urutau e muitos não conseguem”, disse Paulo.





