Veja resgate de mulher que foi encontrada em penhasco na Serra do Rola-Moça, em MG
Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, mulher jogada de um penhasco na Serra do Rola-Moça pelo ex-companheiro, foi encontrada viva com a ajuda de equipamentos de visão térmica, segundo a Polícia Militar.
Os dispositivos com esse tipo de tecnologia convertem radiação infravermelha em imagens visíveis, permitindo detectar o calor de pessoas ou animais em meio à vegetação, fumaça ou escuridão.
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A vítima, de 41 anos, havia desaparecido na segunda-feira (25), após relatar à família que esteve com Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52, enquanto levava a filha para a escola, em Belo Horizonte. O homem foi localizado por policiais em Várzea da Palma, no Norte de Minas, e preso ao admitir que sequestrou e empurrou a mulher do barranco (leia mais abaixo).
O Comando de Aviação do Estado (Comave) foi acionado, no início da manhã desta terça (26), para buscas conjuntas com o Corpo de Bombeiros, na região da Serra do Rola-Moça.
Binóculo termal da PM (à esquerda) e imagem de drone com câmera térmica (à direita); equipamentos foram utilizados para encontrar mulher jogada de penhasco
Foto 1: Reprodução/TV Globo; foto 2: CBMMG/Divulgação
Como aparelhos sensoriais termais funcionam
Conforme a PM, o helicóptero Pégasus dispõe de aparelhos com sensores termais, como binóculos e monóculos, que ajudaram os militares a encontrar a mulher em aproximadamente 20 minutos de voo.
"Esse binóculo [.] identifica pontos de calor, então geralmente é utilizado em ocorrências policiais, em buscas em áreas de mata, locais onde há suspeitos homiziados [procurados pela polícia que estão escondidos]. Algumas vezes, também utilizamos para a busca de desaparecidos, por exemplo, nas ocorrências em que o Comave atua para localizar pessoas que se perdem em trilhas", explicou o tenente Fábio Simão, piloto da aeronave.
"Então, se fosse um cadáver, não seria possível visualizar. Como havia fonte de calor, a gente já consegue ter uma noção se a pessoa está pelo menos viva", destacou o comandante do Pégasus. O Corpo de Bombeiros também utilizou drones equipados com câmeras térmicas na ocorrência.
Local íngreme e de difícil acesso
Após a identificação da vítima, a tripulação realizou um estudo de situação para escolher a melhor técnica para retirá-la do penhasco em segurança. Ela estava em um local íngreme e de difícil acesso.
"Foi necessário que posicionássemos o nosso tripulante, nosso operador aerotático, numa posição de aproximadamente 10 metros da vítima, para que ele, então, conseguisse acessá-la e dar um primeiro suporte, um primeiro atendimento, até que pudéssemos verificar outras viabilidades, outras possibilidades de extração da mesma", completou Simão.





