Brasil registra menor número de homicídios da série histórica
O Paraná foi o estado do Sul do Brasil que registrou a maior taxa de mortes associadas a ocorrências no transporte terrestre em 2024. Segundo o Atlas da Violência 2026, o estado registrou taxa de 23,9 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes, enquanto Santa Catarina ficou com uma taxa de 18,9 e Rio Grande do Sul com 16,2.
O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Contudo, comparando as taxas obtidas em 2014 (de 27,1 a cada 100 mil habitantes), e em 2024, o relatório registra que o Paraná teve uma queda de 31,4% no número de homicídios . A taxa de mortes violentas de mulheres no Paraná também apresentou queda de 21,6% em 10 anos. Apesar disso, a taxa de mulheres negras mortas no mesmo período aumentou 5,1%.
Já a taxa de homicídio estimado em cidades com mais de 100 mil habitantes, Paranaguá se destaca com o maior índice: 50,7 mortes a cada 100 mil moradores. Para chegar ao número, o levantamento considerou o número de "homicídios ocultos", como aqueles registrados como "Morte Violenta por Causa Indeterminada (MVCI)", somando esses registros aos homicídios registrados oficialmente.
As outras duas cidades com as maiores taxas de homicídios estimados no estado são Sarandi, no Norte do Paraná, com 35,8 a cada 100 mil habitantes, e Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, com 35,3.
Confira a tabela abaixo.
Taxas de homicídios estimados nos municípios com mais de 100 mil habitantes em 2024, no Paraná
Segundo o Atlas da Violência 2026, no Brasil, existem duas bases de dados primárias oficiais com registros administrativos que permitem mensurar a violência letal intencional: o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e a base de registros policiais.
No entanto, como em muitos casos as secretarias de Saúde dos estados não contam com informações que permitam identificar a causa básica do óbito, é necessário buscar informações complementares sobre as ocorrências junto à polícia para definir a causa da morte.
Caso a polícia não saiba o que ocorreu com a vítima, a secretaria de saúde termina classificando o óbito como morte violenta por causa indeterminada.
Infográfico – Mapa mostra taxa de homicídios no Brasil em 2024 por estados.
Alberto Correa – Arte/g1
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