Mãe ouve novo coração de bebê após transplante
Após sete meses internado, um bebê de 1 anos e 3 meses deixou o hospital, na última quarta-feira (20), com um novo coração batendo no peito.
O menino Henrique, de Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, tinha oito meses quando foi internado com miocardiopatia dilatada, condição que faz o coração crescer e perder força. Com o diagnóstico, veio a urgência: era necessário um transplante do órgão.
✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp
Miocardiopatia dilatada: conheça a doença rara que afeta o coração
A doença foi descoberta em outubro do ano passado após a mãe, Gabriela Martins de Deus, buscar unidades de saúde para tratar uma suposta gripe.
Da internação, em 22 de outubro de 2025, até o transplante, em 29 de abril deste ano, muitas coisas aconteceram e incertezas surgiram.
"Eu, por alguns momentos, tinha perdido a esperaça de trazê-lo para casa. Mas, graças à generosidade de alguém, estou com ele aqui agora, brincando, comendo, vivendo", comentou Gabriela.
"O sentimento de gratidão será por toda a vida. Eles nunca nos viram, não conheciam o Henrique e, mesmo assim, optaram por doar parte de sua vida no momento mais difícil, que foi a perda de uma parte deles", continuou.
Como foi a descoberta?
Henrique não nasceu com cardiopatia e, de acordo com a mãe, ele nunca havia apresentado alterações de exames mesmo nos nove meses de gestação.
"Quando ele nasceu, também não apresentou nada, tudo sempre normal. No começo de agosto [de 2025], acabou minha licença maternidade, e o Henrique começou a ir meio período para creche. Como toda criança, ele começou a ficar resfriado", comentou.
"Ali nosso mundo caiu, desabou. Fiquei tentando entender o que estava acontecendo e por onde eu iria começar".
Os pais precisaram alugar casa no estado vizinho e fazer campanhas para arrecadação de dinheiro para conseguir dar conta dos custos que envolviam a internação, que começou antes mesmo de saberem se teriam um coração compatível. Em 13 de novembro, chegaram no Hospital Pequeno Príncipe.
Após uma oferta frustrada de transplante, em março, um órgão compatível apareceu em abril. A cirurgia ocorreu e foi um sucesso.
"A cirurgia começou às 3h da manhã, o órgão chegou as 4h04 e, às 7h da manhã, ele já estava batendo lindo e forte no peito do Henrique. Todo o processo de recuperação dele foi acima do esperado, em tudo. Não teve nenhum sinal de rejeição em nenhum momento", disse.
A família segue em Curitiba por um mês para as consultas de rotina. Depois, voltará para Blumenau.
Henrique e os pais no dia do transplante
Arquivo pessoal
Crianças e adolescentes ganham nova chance com transplantes de órgãos VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias





