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Procissão de Pentecostes da Festa do Divino de Mogi deve reunir 10 mil pessoas

A orientação aos motoristas é usar a rua Doutor Ricardo Vilela durante as interdições das ruas José Bonifácio e Doutor Correa. Quando a Doutor Ricardo Vilela estiver bloqueada, a alternativa será a rua José Bonifácio.
Os ônibus vão circular pela rua Doutor Ricardo Vilela enquanto a rua José Bonifácio estiver interditada. Quando a via também for bloqueada, os coletivos seguirão pelas ruas Olegário Paiva, Coronel Cardoso de Siqueira, São João, avenida José Glicério de Melo, Major Arouche de Toledo e José Bonifácio.
Depois que o cortejo passar pelo cruzamento da rua Coronel Souza Franco, os ônibus voltarão a utilizar a via e a rua Doutor Correa para acessar a rua José Bonifácio.
Fé e tradição
Aos 96 anos, a moradora de Mogi das Cruzes Therezinha dos Santos Bettoni mantém a tradição de ajudar na decoração do altar do sexto dom, montado em frente à sua casa.
“Há cerca de 30 anos a imagem vem até aqui para a reza do dom da Piedade. Eu só organizo as flores do altar, com ajuda da minha filha e de uma vizinha”, contou.
Há quase 30 anos, a casa de dona Therezinha é um dos dons do Divino durante a procissão
Maria Santos Bettoni/arquivo pessoal
Ela afirma que a devoção faz parte da vida desde a infância. “O Divino Espírito Santo já faz parte da gente desde criança. É uma vivência muito grande. A gente pede todos os dias, se apega todos os dias. É algo diário”, disse.
Para ela, receber a imagem da pomba símbolo da festa é motivo de emoção.
“Para minha família também. Todo ano a gente recebe, saber que naquele dia, naquela hora, a gente está homenageando Deus Espírito Santo, é algo que não tem explicação, é algo que vem de dentro do coração da gente”, afirmou.
A Festa do Divino é uma das tradições mais importantes de Mogi das Cruzes e, ao longo dos anos, vem sendo preservada por famílias da cidade.
É o caso da família Camargo, responsável pela montagem do altar do dom da Sabedoria durante a procissão.
Letícia e José Antônio na procissão em 2019
Letícia Camargo/arquivo pessoal
A tradição começou com o casal Delphino e Nair Camargo e passou para as filhas Maria José e Maria Angélica. Depois, foi mantida pelo neto José Antônio e à então esposa, Letícia.
“Após o falecimento do José Antônio, em 2022, eu continuei montando o dom e seguindo a tradição de fé da família”, contou Letícia.
Letícia, de 42 anos, mudou-se da capital paulista para Mogi das Cruzes em 2019, após se casar com José Antônio.

Ela conheceu a Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes ainda em 2007, quando o casal começou a namorar. Segundo ela, as celebrações do Divino em São Paulo são diferentes das tradições mantidas em Mogi.
“A fé sempre esteve presente na minha família. Sempre participei com meus pais das missas e celebrações da igreja”, afirmou.
Segundo Letícia, os elementos artísticos e religiosos da festa são os que mais emocionam, principalmente os altares montados pelas famílias, os tapetes ornamentais e o Império.
Por isso, manter a tradição na própria casa é, segundo ela, uma grande responsabilidade.
“Assim como acredito ter sido para a família antes de mim, é uma honra representar uma parte da celebração, continuar participando e receber o dom. Me sinto feliz em seguir com essa tradição”, disse.
Altar do dom da sabedoria durante a procissão do Divino Espírito Santo
Letícia Camargo/arquivo pessoal
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