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Governo do RJ devolve à PM ex-segurança de Castro promovido por bravura em ação sem presos ou armas apreendidas; entenda

O tenente Cláudio Barbosa da Silva na época que atuava como segurança do então vice-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
Reprodução TV Globo
O tenente da Polícia Militar Cláudio Barbosa da Silva, ex-segurança e ajudante de ordens do ex-governador Cláudio Castro (PL), deixou oficialmente a estrutura da Subsecretaria Militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Governo do Estado e foi devolvido à PM do Rio.

A movimentação que tirou do Palácio Guanabara mais um aliado de Castro foi publicada no Boletim da Polícia Militar do último dia 8 de maio.
A saída de Cláudio Barbosa acontece em meio à ampla reformulação promovida pelo governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto, que já resultou em mais de 2,5 mil exonerações de pessoas ligadas à gestão anterior.

Após deixar o Palácio Guanabara, o oficial foi designado ao Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), unidade voltada à formação e atividades administrativas da corporação.
Quem é Cláudio Barbosa
Vídeo gravado no dia 9 de junho mostra ação criminosa na Zona Norte do Rio
Cláudio Barbosa ganhou notoriedade dentro da Polícia Militar após ser promovido ao oficialato por ato de bravura em uma ocorrência registrada em 2023. Segundo a versão oficial da PM, o policial interveio em um arrastão em um bairro da Zona Norte do Rio. Na ação, não houve criminosos presos nem armas apreendidas.
A promoção foi concedida pela Comissão Especial de Investigação Sumária Bravura/Coragem e Destemor da Polícia Militar, durante o mandato do ex-governador Cláudio Castro.

Em agosto de 2023, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou dois pedidos do governador do Rio para anular duas delações em que ele é acusado de ter recebido propina na época em que era vice-governador e vereador do Rio. Castro negou as acusações.
Promoções por bravura negadas
O mesmo boletim da PM que aprovou a promoção de Cláudio Barbosa analisou outros oito pedidos de promoção por bravura.
Todos os demais foram rejeitados sob justificativa de que as ações praticadas seriam “inerentes à atividade policial militar”. Dos 9 pedidos de promoção analisados, apenas a ocorrência envolvendo o ajudante de ordens do então governador foi classificada como "ato de bravura".
Entre os casos negados estavam operações de confronto armado em áreas dominadas pelo tráfico e ações de salvamento com risco de morte. Uma das promoções negadas envolveu quatro policiais do 41º BPM, em Irajá.
Segundo documentos internos da corporação, os agentes participaram de um intenso confronto com cerca de 30 traficantes armados no Complexo da Pedreira e Chapadão, na Zona Norte do Rio.
Ao fim da operação, a equipe apreendeu sete fuzis — incluindo uma arma calibre .50 —, além de prender um criminoso e balear integrantes do Comando Vermelho apontados como lideranças da região.
A operação foi considerada uma das maiores apreensões de armas da unidade.
Vida salva
Outro pedido rejeitado envolveu uma policial militar que se lançou no Rio Preto, em Rio das Flores, município da Região Sul Fluminense, para salvar uma mulher que havia sido arrastada pela correnteza.
Segundo o comandante responsável pelo pedido, a policial colocou a própria vida em risco em uma função que normalmente caberia ao Corpo de Bombeiros.

Rio Preto em Rio das Flores preocupa Defesa Civil
Prefeitura e Rio das Flores
"Bravura pra mim é o cara tomar uma decisão que nenhuma outra pessoa tomaria para salvar vidas. Pra mim isso é bravura. O problema é que isso é instrumentalizado para beneficiar alguns e outros, não", analisou o especialista em segurança pública e coronel da reserva da PM Robson Rodrigues.

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