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De aula de mecânica a pizzaria só para ‘divas’: clube cria espaço seguro para mulheres e comunidade LGBTQIAPN+

"Os planos surgiram em dezembro do ano passado porque eu não conseguia custear sozinha os aluguéis de quadra de vôlei, por exemplo. Então, pensei na assinatura para começar a criar um caixa e ir locando os espaços para a prática de esportes", conclui.
Grupo de 'rolês' para mulheres também tem encontros com esportes em Sorocaba (SP)
Arquivo pessoal
Regras do Xequi
Para manter o foco social do projeto, Paula e as anfitriãs elaboraram uma lista de regras para as participantes. Além disso, há uma mensalidade para quem deseja participar de toda a agenda.

Veja as regras e condições abaixo:
É proibido divulgar outros 'rolês' no grupo do Xequi. Apenas os oficiais podem ser marcados;
É proibido usar o nome do Xequi para fechar parcerias, conseguir benefícios ou representar a comunidade. Apenas anfitriãs podem fazer isso;
É permitido divulgar seu trabalho, indicar profissionais e vender algo pontual no grupo, mas se o foco for apenas venda, a participante será removida;
Antes de criar grupos paralelos e compartilhar entre as divas, é preciso falar com as administradoras;
É proibido divulgar eventos no mesmo dia de encontros oficiais do Xequi;
Preconceito, invasividade ou qualquer situação de desconforto com dois ou mais relatos resultam em expulsão do grupo e dos eventos;
Quem não participar de nenhum 'rolê' oficial em até seis meses será removida do grupo.
Participar de apenas um rolê por mês não exige assinatura, mas para as divas "rolezeiras" há o plano Xequi Conexão, com mensalidade de R$ 19,90 e benefícios como:
Acesso ao grupo Xequi Conexão;
Acesso ao grupo Xequi Negócios;
Acesso ao grupo Xequi Esportes;
Grupos limitados a 300 divas;
Precisa de aprovação para entrar;
Vários rolês por mês;
Aniversariantes do mês ganham bolo;
Descontos em parceiros;
Acesso ao cadastro da sua empresa na vitrine de profissionais.
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'Um grupo que inclui'
A jornalista Laurin Bizoni, de 35 anos, se tornou anfitriã do Xequi Club em março deste ano. Ela se voluntariou após Paula anunciar que precisavam de mais pessoas para organizar as agendas.

"Eu sou jornalista, em pós-graduação em eventos, faço feira há 10 anos no meu espaço comercial, então, assim, tudo para mim é um evento. Adoro planejar festas, coisas empresariais, sociais. Me inscrevi (no Xequi) e na mesma semana a Paula me colocou como anfitriã, apostou em mim e tá sendo muito legal desde então", contou.

A jornalista Laurin Bizoni se tornou anfitriã do Xequi Club, em Sorocaba (SP)
Arquivo pessoal
Para Laurin, o Xequi é "um grupo que inclui", acolhendo mulheres de diferentes idades e contextos. Recentemente, organizaram o Café das Mães, uma roda de conversa guiada por uma psicóloga voluntária. Outro encontro marcante foi a aula experimental de pole dance, seguida de degustação de salgados.
"É proposto ao grupo tantas formas de exercícios físicos, porque assim, eu não ser uma mulher padrão, me dá uma liberdade estando em grupo, de ir em alguns lugares que eu não iria. Um exemplo, é a aula de pole dance. Eu jamais teria ido numa aula sozinha, por estar em cima do peso, não estar confortável com o meu corpo, então é bem legal que tem esse lado de apoio mesmo, da gente fazer coisas que a gente não sentia vontade sozinha", descreveu.

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