Furtos de energia elétrica somam 1.200 casos em Campinas e Piracicaba em três meses
A energia furtada por meio de ligações clandestinas, os chamados "gatos", nas regiões de Campinas e Piracicaba apenas no 1º trimestre de 2026 seria suficiente para abastecer 14.907 residências por um mês, segundo a CPFL.
De acordo com a empresa, foram constatadas 1.204 irregularidades no período nas duas cidades um aumento de 20% em relação a 2025.
Além dos riscos de acidentes como curtos-circuitos e incêndios, o prejuízo financeiro causado pelos furtos é dividido entre todos os consumidores.
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Segundo a concessionária, um percentual das perdas técnicas é repassado na tarifa de energia.
"É triste saber que a gente tem que arcar com o prejuízo de ações de outras pessoas", lamenta o gerente de salão Bruno Araújo, que paga cerca de R$ 4 mil de conta de luz por mês.
Raio-x das fraudes
No 1º trimestre de 2026, a CPFL recebeu 4,4 mil denúncias nas duas cidades, que resultaram na constatação de mais de 1,2 mil fraudes. Campinas concentra a maior parte dos registros.
Denúncias recebidas:
Campinas: 3.277
Piracicaba: 1.131
Irregularidades constatadas:
Campinas: 1.050
Piracicaba: 154
Furtos de energia em Campinas e Piracicaba abasteceriam 14,9 mil casas por mês, diz CPFL
Reprodução/EPTV
Operações e flagrantes
Segundo Jean Oliveira de Santana, gerente de recuperação de energia da CPFL, a empresa usa modelos de inteligência para monitorar a rede e identificar anomalias no consumo, o que direciona as equipes de fiscalização.
As ações em campo são feitas em conjunto com a Polícia Civil.





