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Mercado Campineiro faz 70 anos com histórias de famílias e resistência do ‘comércio à moda antiga’

Mercado Campineiro completa 70 anos em Campinas e celebra tradição de famílias
Um dos polos do comércio popular no centro de Campinas (SP), o Mercado Campineiro completa 70 anos de história marcados pela resistência de famílias de comerciantes.

Apelidado de "Mercadinho", o espaço na Rua Barão de Jaguara se diferencia pelo atendimento "à moda antiga", com contato direto entre dono e cliente e a aposta na qualidade dos produtos para manter a clientela fiel.
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Diferente do Mercadão Municipal, que pertence à prefeitura, o Mercado Campineiro surgiu em uma área doada à Santa Casa e é independente.

Ao longo das sete décadas, o local se consolidou com lojas que passam de geração em geração, mantendo viva a tradição do comércio popular.
Legado de família
O box de Cláudio Atíllio é um dos que fazem o cliente voltar no tempo, com a venda de produtos a granel. "Antigamente era assim, se vendia muito macarrão a granel, arroz, feijão", recorda.

Para ele, o segredo da longevidade é um legado de família: "O papai sempre falava para mim: 'existe produto e existe produto'. Você tem que saber se diferenciar com um produto bom, de qualidade", diz.
Box de Cláudio Atíllio, comerciante do Mercado Campineiro, que completa 70 anos
Reprodução/EPTV
A comerciante há mais tempo no local é Guiomar Aparecida Ferrari, que está há mais de 42 anos no "Mercadinho".

Viúva muito cedo, ela conta que o comércio permitiu que criasse as filhas, embora não tenha sido um caminho fácil. "O comércio não é fácil, né? É um horário muito estendido", afirma.
Tradição e modernidade
Apesar das dificuldades, a tradição familiar falou mais alto para a nova geração. Gabriela, filha de Guiomar, fez faculdade, mas decidiu seguir os passos da mãe.

"A gente tem um bom exemplo de casa, de uma mulher forte, empreendedora, e eu resolvi seguir os passos dela", conta.

Hoje, ela tem um restaurante no mercado, que começou como sorveteria e foi se adaptando à demanda dos clientes com lanches e almoços.
Esse equilíbrio entre o tradicional e o moderno é o que mantém o mercado vivo.

A organização das lojas mistura produtos pendurados, que dão a sensação de antigamente, com espaços mais modernos.

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