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‘Justiça feita’, diz advogada após mulher receber pena de 63 anos de prisão por estuprar e gravar cenas sexuais com a filha

Mãe é condenada a 63 anos por gravar filha para satisfazer as próprias fantasias sexuais
A condenação de Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, que estuprou a filha de 3 anos e gravou cenas sexuais envolvendo a criança para satisfazer as próprias fantasias, foi vista como "justiça feita" pela advogada de acusação Jéssica Nozé, que representa a família da vítima.
Leiliane recebeu pena de 63 anos e 26 dias de reclusão em regime fechado. O marido dela e padrasto da menina, Andrey Gabriel Zancarli, de 23 anos, também foi condenado, ele a 45 anos e cinco dias de reclusão em regime fechado.

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Desde janeiro deste ano, a criança vive com o pai em Paranapanema (SP), na região de Itapetininga e, segundo a advogada, faz acompanhamento médico e psicológico.
"Como representante legal da criança e do pai dela, posso dizer que temos o sentimento de que Justiça foi feita. A criança atualmente está bem cuidada, fazendo acompanhamento médico, psicológico e passou a frequentar a escola, tudo para que tenha um bom e saudável crescimento", disse Nozé.
O casal condenado está preso desde que o caso veio à tona, em dezembro do ano passado, quando o amante de Leiliane procurou a polícia para fazer a denúncia após ter acesso às imagens armazenadas no celular dela.

O g1 não conseguiu localizar a defesa dos dois até a última atualização desta reportagem.

🔎 Estupro de vulnerável é ter conjunção carnal ou praticar qualquer outro ato libidinoso (com o objetivo de satisfazer desejo sexual) com menores de 14 anos ou pessoas que não têm discernimento para consentir o ato – como no caso de vítimas com deficiência intelectual ou que estejam bêbadas. O crime está previsto no artigo 217-A do Código Penal.
O casal sempre negou que tenha estuprado a criança, mas afirmou que gravava vídeos com cenas sexuais envolvendo a vítima. Segundo o Ministério Público, a mulher dopava a criança com brigadeiro de maconha para cometer os abusos.
Jéssica Nozé reiterou que a condenação dos dois é uma medida acertada pela Justiça.
"A audiência deste caso ocorreu em data simbólica [18 de maio], visto que se tratou exatamente do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Os dois acusados sabiam o que faziam e fizeram por várias vezes, são diversos crimes realizados de maneira repetida contra a menina de então 2 anos de idade. A condenação dos dois foi uma medida acertada pela Justiça, incluindo-se o alto montante de pena, ante a imensa reprovabilidade jurídica, moral e biológica dos abjetos crimes perpetrados pela mãe e padrasto da criança contra ela."
Gravações tinham objetivo de satisfazer fantasias sexuais da mãe
Durante as investigações, o Ministério Público e a Polícia Civil apontaram que Leiliane gravava cenas sexuais com a filha com o objetivo de satisfazer as próprias fantasias sexuais. Nos depoimentos à polícia, o casal revelou detalhes dos abusos.
Andrey contou que Leilane sempre falou abertamente de assuntos de caráter sexual em casa, com temas que envolviam a própria filha, mas negou que tenha tocado na criança.
Ele também disse que a Leiliane dopava a filha com um brigadeiro recheado com maconha e que chegou a fazer sexo com a mulher enquanto ela estava em cima da criança.

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