Movimentos de moradia fazem protesto durante última sessão da chamada CPI dos imóveis de interesse social, na Câmara Municipal de SP, nesta terça-feira (19).
Laura Cassano/TV Globo
Os vereadores da base de apoio do prefeito Ricardo Nunes (MDB) aprovaram nesta terça-feira (19) o relatório final da chamada CPI das habitações de interesse social (HIS).
A votação teve protestos, vaias e bate-boca entre integrantes da CPI e integrantes de movimentos de moradia da cidade que queriam a continuidade das investigações do colegiado.
Apesar dos votos contrários da oposição, o relatório final propôs o indiciamento do ex-prefeito João Doria (sem partido) e de pequenas empresas, mas excluiu as grandes construtoras da cidade que fraudaram o sistema de renúncia fiscal para imóveis destinados às famílias de baixa renda, assim como também livraram funcionários do atual prefeito.
O relatório foi aprovado por 4 votos favoráveis e dois contrários. Os votos a favor do relatório final foram dados pelos vereadores Murillo Lima (PP), Isac Felix (PL), Marcelo Messias (MDB) e Kenji Palumbo (Podemos), todos da base de apoio de Nunes.
A oposição tentou incluir no texto final a sugestão e indiciamento de construtoras como Vitacon, uma das maiores construtoras que se beneficiou com a falta de controle sobre as isenções fiscais na cidade e que teve os representantes convidados a depor na CPI, mas a sugestão foi barrada pelos vereadores governistas.
Apesar da derrota, o vice-presidente da CPI, o vereador Nabil Bonduki (PT), ingressou com uma ação na Justiça de SP para tentar continuar com as investigações da comissão.
🔎 Instalada em setembro de 2025, a CPI da HIS investiga possíveis fraudes na produção e comercialização de moradias populares em São Paulo, incluindo compra por investidores, aluguel irregular e uso de apartamentos em plataformas como Airbnb.
Após o protocolo da ação, a Justiça de São Paulo deu prazo de cinco dias para que a Câmara Municipal e o presidente da CPI da Habitação de Interesse Social (HIS), vereador Rubinho Nunes (União), expliquem o encerramento das investigações da comissão.
A decisão, assinada nesta segunda-feira (18) pelo juiz Evandro Carlos de Oliveira, da 7ª Vara da Fazenda Pública, foi tomada após Bonduki (PT) alegar que a tramitação ocorreu de forma “atropelada".
O parlamentar pedia a suspensão da votação do relatório e dos atos posteriores ao encerramento da fase de investigação da comissão.





