Abuso sexual infantil fotro ilustrativa
Cedoc/TV Gazeta
Referência em casos de violência sexual no Norte de Minas Gerais, o Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF) divulgou dados sobre os atendimentos realizados em 2025 e 2026. Os números foram apresentados no mês de mobilização nacional pelo enfrentamento ao abuso e à violência sexual contra crianças e adolescentes. O levantamento revela que:
A maior parte das vítimas são crianças do sexo feminino
A maioria dos abusos é cometida por pessoas conhecidas das vítimas
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“Os nossos dados são muito parecidos com o que acontece nacionalmente. A gente tem uma incidência maior de crianças e adolescentes, em torno de 70%, com predominância de crianças. A violência sexual é majoritariamente praticada contra mulheres, embora haja um percentual de homens, que geralmente são crianças”, explicou a socióloga Theresa Raquel Bethônico Corrêa Martinez, que atua no hospital.
O levantamento do HUCF apontou que 211 atendimentos foram realizados em 2025 e que 66 foram contabilizados de janeiro a abril de 2026.
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Sobre o perfil dos atendimentos, o levantamento mostrou que os menores de idade são a maioria das vítimas:
Em 2025, foram 142 casos relacionados a esse público, sendo 91 crianças (43%) e 51 adolescentes (24%)
Em 2026 (até abril), foram 37 casos, com 19 crianças (29%) e 18 adolescentes (27%)
A maior parte das vítimas em ambos os anos era do sexo feminino: 178 em 2025 e 64 em 2026.
O HUCF destacou que o perfil dos agressores revelou que a maioria dos abusos é cometida por pessoas conhecidas das vítimas:
Dos 211 casos registrados em 2025:
Amigo ou conhecido: 45 casos (21%)
Pai: 18 casos (9%)
Companheiro(a) ou namorado(a): 16 casos (8%)
Padrasto ou madrasta: 8 casos (4%)
Primo(a): 8 casos (4%)
familiar (outros): 8 casos (4%).
Dos 66 casos registrados em 2026:
Amigo ou conhecido: 20 casos (30%)
Companheiro(a) ou namorado(a): 8 casos (12%)
Padrasto ou madrasta: 3 casos (5%)
Primo(a): 3 casos (5%)
Pai: 1 caso (2%)
Filho(a): 1 caso (2%).
Alguns registros não possuem informação sobre a autoria dos crimes.
“A maior parte dos agressores são pessoas conhecidas, de confiança das vítimas. No caso das crianças, são pessoas próximas da rotina, como pais, avôs, tios, padrastos e vizinhos. Já entre adultos, aparecem companheiros ou ex-companheiros”, afirmou a socióloga Theresa Raquel.





