Idosa morre após levar facada; Júri pela morte de jovem no Crato
Leonardo Soares da Silva foi condenado a 29 anos de prisão, nesta segunda-feira (18), por feminicídio contra Laisa Soares Alves, de 21 anos. O corpo da vítima foi encontrado soterrado em uma cacimba desativada e apresentava lesões de facadas no pescoço. O crime aconteceu no município do Crato, na região do Cariri, em dezembro de 2022.
O autor do crime era namorado e primo da vítima. Eles estavam juntos em uma festa na última vez que Laisa foi vista com vida. A família estranhou a falta de notícias da jovem e iniciou campanha nas redes sociais para encontrá-la.
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A irmã da vítima, Larissa Alves, foi à casa do então suspeito e o encontrou com ferimentos e arranhões no tórax e no rosto. Horas depois do encontro, ele fugiu. O homem, no entanto, foi capturado pela polícia dias depois.
Nesta segunda, o réu foi julgado pelo júri popular pelos crimes de homicídio qualificado (motivo torpe, meio cruel, dissimulação e feminicídio) e ocultação de cadáver. No plenário, Leonardo Soares da Silva confessou ambos os crimes.
No total, ao réu foi condenado a 29 anos e 8 meses de reclusão e o pagamento de 17 dias-multa pelos crimes cometidos. O regime inicial de cumprimento da pena é o fechado.
Corpo de Laisa foi encontrado enterrado em uma cacimba desativada.
Reprodução
"Extremamente frio" Durante o julgamento, o Ministério Público pediu a condenação do acusado, enquanto a defesa sustentou a exclusão do motivo torpe e da dissimulação.
Em relação ao homicídio qualificado, o juiz Josué de Sousa Lima Júnior, do fórum da Comarca de Crato, considerou – na decisão judicial que o g1 teve acesso – que a culpabilidade do crime é intensa, pois o acusado e a vítima eram primos, tendo crescido juntos na mesma comunidade.
O magistrado afirmou ainda que o réu é "extremamente frio" e "possessivo". "Mesmo sabendo do destino que havia dado à vítima, ele negou aos familiares saber do seu paradeiro, quando eles a procuravam", acrescentou.
No curso do processo, segundo a decisão judicial, há depoimentos que informam que o réu deixou de trabalhar para vigiar a vítima, chegando a ficar ao seu lado no local onde ela trabalhava como manicure, como forma de manter o controle sobre ela e limitar sua autodeterminação.
"Merece registro de que o réu, após matar a vítima, levou consigo o seu par de sandálias, como uma espécie de troféu, como uma forma de manter um símbolo da presença de Laisa em sua vida", salienta a decisão .
Sobre a ocultação de cadáver, o magistrado ressaltou a conjuntura que ele ocorreu: "As circunstâncias do crime merecem maior censura, pois o crime foi cometido durante a madrugada, sem testemunhas oculares, o que dificultou o encontro do cadáver."
Laisa Alves ficou desaparecida por alguns dias, antes de ser encontrada morta.
Arquivo pessoal
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