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Da Chapada dos Veadeiros à cidade de Goiás: pesquisador percorre 1 mil km de bicicleta para estudar trilhas no Cerrado

Pesquisador percorre 1 mil km de bicicleta para estudar trilhas no Cerrado
15 dias de imersão no Cerrado. Esse foi o tempo que o pesquisador e guia de turismo Diego Pinto de Mendonça, de 40 anos, levou para percorrer o Caminho dos Goyazes. Durante a realização de sua pesquisa de doutorado, ele pedalou 1 mil km para estudar as trilhas do bioma, saindo da Chapada dos Veadeiros até chegar à cidade de Goiás.
Em entrevista ao g1, Diego contou que a pesquisa busca compreender os impactos territoriais, ambientais e culturais das Trilhas de Longo Curso (TLC) no Cerrado.
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Graduado em geografia e turismo, mestre em geografia e doutorando em geografia pela Universidade Federal de Goiás (IESA/UFG), com orientação do professor Ronan Eustáquio Borges, ele relatou que interesse pelas trilhas de longo curso surgiu da sua própria vivência.
“Eu sempre fui ciclista, caminhante e, como eu moro aqui na cidade de Goiás, fiquei muito próximo do Caminho de Cora Coralina”, explicou.
A travessia integrou quatro grandes trilhas: o Caminho dos Veadeiros, a Rota do Rio Areias, os Caminhos do Planalto Central e o Caminho de Cora Coralina, e foi realizada em dezembro de 2025, entre os dias 8 e 22, saindo de Cavalcante e chegando à cidade de Goiás.

O caminho percorrido conecta importantes patrimônios reconhecidos pela humanidade: a Cidade de Goiás e Brasília, consideradas Patrimônios Culturais da Humanidade, além da Chapada dos Veadeiros, declarada Patrimônio Natural da Humanidade.
O pesquisador explicou que o aumento da implantação de trilhas motivou a escolha do tema. “Cada vez está sendo implantada mais trilhas, sendo necessário um estudo também para entender todos os impactos que elas causam, os benefícios e os pontos negativos”, afirmou.
Para completar o caminho, o geógrafo contou com a companhia de amigos. Os companheiros foram Teruo Rosa Kuramoto durante todo o percurso, Rodrigo Vilela de Castro no Caminho dos Veadeiros e Murilo Mendonça Oliveira de Souza de Alto Paraíso a Pirenópolis.
“A gente levou muitos equipamentos, como drone, câmera fotográfica, GPS, equipamentos de camping e manutenção da bicicleta”, contou.
Entre os locais percorridos estão cidades como: Cavalcante, Colinas do Sul, Alto Paraíso de Goiás, São João d’Aliança, Formosa, Pirenópolis e cidade de Goiás.
“A gente fez em 15 dias como uma forma de reconhecer o caminho, ver as paisagens, conhecer os moradores, pensando futuramente em voltar para fazer entrevistas”, relatou.
No total, foram 1.060 quilômetros pedalados e cerca de 17 quilômetros percorridos a pé, incluindo trilhas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e visitas a cachoeiras.

Atualmente, a pesquisa está em fase inicial. O geógrafo pretende retornar à Chapada dos Veadeiros para aprofundar o diálogo com moradores e coletar novos dados para a tese, que deve ser defendida até 2029.
Entre os dias 14 e 16 de maio, Diego participou do I Fórum do Caminho de Cora Coralina, realizado na Cidade de Goiás. Ação reuniu debates sobre meio ambiente, cultura, conservação, planejamento territorial, poesia e turismo de base comunitária, com foco nas Trilhas de Longo Curso de Goiás e do Distrito Federal, especialmente no Caminho de Cora Coralina.
“As trilhas de longo curso são organismos vivos. Elas nunca param de ser desenvolvidas”, afirmou.
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