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Você comeria em motel? Especialista alerta para cuidados com alimentos e higiene

A nutricionista Júlia Grosso realiza a segurança alimentar de motéis em Santos.
Rodrigo Francisco/Almar Comunicação
Hambúrgueres, pizzas e porções estão entre os pedidos mais comuns feitos em motéis. Apesar do tabu que ainda cerca esse tipo de refeição, a operação precisa seguir as mesmas regras de segurança alimentar adotadas em restaurantes convencionais, com controle rigoroso de higiene e temperatura.
A nutricionista Júlia Grosso, especialista em segurança dos alimentos e CEO da VeriFood, explica que os motéis que oferecem refeições nas suítes precisam manter um controle rigoroso em todas as etapas da operação. Segundo ela, o desafio é garantir qualidade e segurança mesmo em um ambiente marcado pela privacidade e por uma demanda imprevisível.
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“O rigor técnico é exatamente o mesmo de um restaurante de rua, baseado na RDC 216 da Anvisa. O desafio é manter esse padrão em uma operação 24 horas, com um serviço em que o cliente não tem o controle visual da cozinha”, afirmou.
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Pratos mais pedidos Segundo Júlia, os pedidos mais comuns nos motéis atendidos pela empresa em Santos incluem:
🍔 Lanches como bauru, hambúrguer e beirute
🍟 Porções de batata e carne
🍕 Pizzas
A especialista afirmou também que o movimento costuma ser maior entre segunda e quarta-feira, no horário do almoço, além das noites de sexta e sábado.
Além do preparo, a logística interna é um dos principais pontos de atenção. Diferente de restaurantes tradicionais, os pratos precisam percorrer corredores e elevadores até chegar às suítes. Para evitar perda de temperatura e alterações na qualidade da comida, a operação exige protocolos específicos.
Segundo Júlia, a cozinha deve funcionar com fluxo organizado, evitando o cruzamento entre áreas limpas e sujas.

Motéis que oferecem refeições nas suítes precisam manter um controle rigoroso da operação.
Rodrigo Francisco/Almar Comunicação
Cuidados para manter a qualidade dos alimentos
Segundo a especialista, alguns procedimentos são indispensáveis para garantir que a refeição chegue de forma segura até a suíte. Entre os principais requisitos estão:
📦 Embalagens térmicas: uso de recipientes adequados para preservar a temperatura dos alimentos, sejam quentes ou frios;
⏱️ Gestão de tempo: controle do intervalo entre a finalização do prato na cozinha e a entrega ao cliente, evitando esperas prolongadas;
🧼 Infraestrutura profissional: equipamentos de conservação adequados e uma estrutura de higienização eficiente, semelhante à de cozinhas de alto padrão.
O que o cliente pode observar
Mesmo sem acompanhar o preparo dos alimentos, o hóspede consegue perceber alguns sinais de segurança na hora da entrega. A especialista orienta observar se a embalagem está limpa e sem vazamentos, além de verificar se a temperatura, o cheiro e a aparência do prato estão adequados.
“São detalhes simples, mas que ajudam o consumidor a perceber se houve um cuidado correto na manipulação do alimento”, explica.
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