Jovem foi morta pelo namorado após pedir para ver o celular dele
A Justiça de Goiás acatou a denúncia e tornou réu por feminicídio André Lucas da Silva Ribeiro, de 28 anos, pela morte da namorada Raiane Maria Silva Santos, de 21 anos, após ela pedir para ver o celular dele. A jovem foi morta a facada durante uma discussão em Goiânia.
O crime aconteceu em março deste ano. Em nota, a defesa de André informou que tem ciência dos fatos apresentados e relembrou que o ordenamento jurídico garante a todos a ampla defesa (veja nota completa abaixo).
O suspeito chegou a enviar um vídeo para a mãe confessando o crime: "Não aguentava mais ela".Ele disse que matou Raiane ao reagir a uma crise de ciúmes dela.
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André Ribeiro foi preso em flagrante e confessou o crime para a Polícia Militar. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. O suspeito segue preso na Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia, informou a defesa.
O Corpo de Bombeiros fez o atendimento da ocorrência quando chegou ao local, mas Raiane já estava sem sinais de vida. De acordo com a delegada responsável pela investigação, Priscila Ribeiro, um amigo que morava com os dois estava no apartamento quando o crime aconteceu e achou que se tratava de uma discussão normal de casal.
O casal e o amigo moravam no mesmo apartamento e estavam na capital goiana há pouco tempo para trabalhar. Após o crime, André gravou um vídeo para a mãe dele. O vídeo foi obtido pela TV Anhanguera e mostrou André andando pelo apartamento enquanto gravava para a mãe dele.
"Mãe, eu não estava aguentando mais a Raiane, infelizmente eu matei ela. Eu não tava aguentando mais esse inferno. Eu vou me entregar para a polícia aqui", disse no vídeo.
Nota A defesa técnica do acusado informa que tomou ciência da denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Goiás, referente aos fatos ocorridos em 20 de março, na qual é imputada ao acusado a prática do crime de feminicídio.
Ressaltamos que a denúncia ainda será analisada pelo Poder Judiciário, sendo assegurados ao acusado todos os direitos e garantias constitucionais no curso do devido processo legal. A defesa relembra que o ordenamento jurídico brasileiro garante a todos o direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência, repudiando julgamentos precipitados e midiáticos. Por se tratar de caso divulgado pela imprensa, a defesa não concederá entrevistas nem fornecerá detalhes adicionais até a completa análise processual, limitando sua atuação aos autos do processo no momento.
O escritório reafirma seu compromisso com a defesa do Estado Democrático de Direito e aguarda o andamento legal das apurações com serenidade. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
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