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Ebola: o que saber sobre surto na República Democrática do Congo

A declaração de emergência de interesse internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) não significa que o surto de Ebola na República Democrática do Congo seja os estágios iniciais de uma pandemia ao estilo Covid.
O risco que o Ebola representa para o mundo inteiro permanece baixo.
A maioria dos surtos de Ebola tende a ser pequena, mas os especialistas querem evitar um surto como o de 2014-16. Na época, quase 30 mil pessoas no oeste da África foram infectadas, o maior surto da doença já registrado no continente.
O Brasil não teve nenhum caso registrado na época, apenas suspeitas que foram descartadas.

A atual guerra civil no país africano está dificultando o controle do vírus, e a doença vem se espalhando há semanas. Já há 80 mortes confirmadas e 250 casos suspeitos na República Democrática do Congo.
Em Uganda, uma pessoa foi infectada e outra morreu pelo vírus da doença.
A espécie de Ebola envolvida é rara, então há menos ferramentas e conhecimento para deter um vírus que mata cerca de um terço das pessoas infectadas.
Existe risco significativo para países vizinhos como Uganda, Sudão do Sul e Ruanda, considerados de alto risco devido às estreitas ligações comerciais e de viagens com a República Democrática do Congo.
“A situação é complexa o suficiente para exigir coordenação internacional”, diz a Dra. Amanda Rojek, do Instituto de Ciências Pandêmicas da Universidade de Oxford.
No entanto, a República Democrática do Congo tem uma vasta experiência em lidar com surtos de Ebola e a resposta é “significativamente mais forte hoje do que há uma década”, diz Daniela Manno, da London School of Hygiene & Tropical Medicine.
O ebola é uma doença grave e mortal, embora seja rara. O vírus Ebola infecta principalmente morcegos que comem frutas, mas as pessoas podem ser infectadas se entrarem em contato próximo com animais.
Este surto está sendo causado pela espécie Bundibugyo de Ebola — é uma das três espécies conhecidas por causar surtos, mas é relativamente desconhecida.
O Bundibugyo causou apenas dois surtos antes — em 2007 e 2012 — no qual matou cerca de 30% das pessoas infectadas.

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