Carro do delegado Bruno França após disparos de arma de fogo
A defesa do delegado da Polícia Civil Bruno França Ferreira, autuado por tentativa de homicídio qualificado, nesta sexta-feira (15), afirmou que o policial enfrenta problemas psicológicos agravados por questões familiares e pela pressão da profissão.
Após ser atingido, Bruno França procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, onde recebeu os primeiros socorros. Em seguida, ele foi transferido para um hospital particular da cidade.
Segundo a Polícia Civil, o delegado é monitorado pela Corregedoria da instituição até receber alta.
"O delegado de polícia segue hospitalizado e sem risco de vida, não sendo possível até o momento, o seu interrogatório formal. A Corregedoria-Geral segue com o trabalho de apuração", informou a polícia.
De acordo com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil, o investigador Roberto Pinto Ribeiro, apontado como autor dos tiros, afirmou em depoimento que vinha sendo ameaçado por Bruno França. O investigador foi ouvido pela Polícia Civil e liberado após prestar depoimento. Já Bruno França foi preso, mas, como não recebeu alta, segue internado sob custódia no hospital e sem risco de vida.
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Exonerado do cargo
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Em março deste ano, Bruno França foi exonerado do cargo de chefia da delegacia de Sorriso. Com a mudança, quem assumiu foi a delegada Layssa Crisostómo, enquanto Bruno permaneceu como delegado na unidade, mas sem função de chefe.
A decisão foi assinada pelo governador Mauro Mendes (União) e publicada no Diário Oficial do estado
A Polícia Civil explicou que se tratava de uma troca de titularidade por questões administrativas e o documento no Diário não citou o motivo da exoneração. Contudo, a medida acontece um mês após uma detenta relatar que havia sido estuprada dentro da delegacia da cidade.





