Macaco-prego que se feriu ao fugir de hospital pede mão de veterinário durante tratamento
A cena da macaca-prego Tarumã estendendo a mão para o veterinário Márcio Bandarra enquanto recebia atendimento médico comoveu quem acompanhou o seu resgate em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
No entanto, para o veterinário-chefe do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HV-UFU), o gesto de busca por segurança ia além da fragilidade do momento: ele revelava o trauma de um animal que viveu sob constante violência.
"A Tarumã tem mais de 10 marcas de projéteis de balas de chumbinho pelo corpo. Sempre que tem contato com os seres humanos, ela protege o pescoço. Isso revela que é um animal que está em constante busca por proteção", explicou Bandarra ao g1 na última sexta-feira (8).
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Apesar dos esforços da equipe veterinária para reabilitá-la, o quadro de Tarumã evoluiu com complicações graves e queimaduras. Na tarde de terça-feira (12), a equipe optou pela eutanásia.
"O quadro evoluiu de forma complicada e chegou a um ponto em que não existiam mais recursos técnicos capazes de reverter o sofrimento do animal", afirmou o veterinário.
O procedimento foi realizado para evitar que a primata continuasse em agonia, sendo considerado uma forma de proporcionar uma morte sem dor.
A macaca fugiu do HV-UFU durante a realização de exames, no dia 8 de maio, e acabou sendo eletrocutada ao caminhar sobre a fiação elétrica no Bairro Umuarama. O acidente chegou a causar a interrupção do fornecimento de energia na região, prejudicando atendimentos no Hospital do Câncer.
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Reprodução/TV Integração
Macaca Tarumã tinha histórico de abusos
Tarumã fazia parte de um grupo de cinco macacos-prego que chegou a Uberlândia no dia 8 de abril, após serem resgatados pelo Ibama de um criadouro em Santa Catarina.





