Leite, batata, feijão foram os produtos com maior aumento percentual em abril em pesquisa que apresenta o custo da cesta básica em Campinas
Reprodução/EPTV
O custo dos alimentos voltou a subir em Campinas (SP) e a cesta básica atingiu, em abril, o maior valor da série histórica do Observatório PUC-Campinas, com início em setembro de 2022. Segundo o estudo, o gasto com a alimentação básica chegou a R$ 836,96 na metrópole.
⚠️ O valor é 0,62% maior que o registrado em março (R$ 831,77) e supera o antigo recorde, de R$ 834,01, registrado em abril de 2025 – veja gráfico abaixo.
No ano, o custo da cesta básica em Campinas acumula uma alta de 6,92%.
O economista Pedro de Miranda Costa, do Observatório PUC-Campinas, avalia que o resultado confirma uma tendência de alta esperada nos preços dos alimentos em comparação com o ano anterior, mas o aumento no custo dos combustíveis também impacta os valores.
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📊 Cesta x salário mínimo
A pesquisa também compara o custo dos alimentos com o salário mínimo. Considerando o valor de R$ 1.621,00, em vigor desde janeiro, a cesta básica em Campinas compromete 51,6% do valor.
👨👩👧👦 Como a avaliação da cesta leva em conta o necessário para alimentar um trabalhador por um mês, ao considerar uma família de quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças, a pesquisa aponta que o necessário seriam três cestas básicas.
💸 Nesse caso, o custo somente com alimentação seria de R$ 2.510,87.
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Vilões do bolso
Leite, batata e feijão tiveram as maiores altas percentuais em abril, de acordo com a pesquisa do Observatório PUC-Campinas. Dos 13 itens analisados, oito apresentaram crescimento no mês.
O tomate, item que acumula a maior variação no ano, com alta de 56,10%, fechou abril com um ligeiro aumento de 0,08%.
O economista Pedro de Miranda Costa explica que as altas refletem restrições de oferta amplamente observadas em todo o país, sendo o leite pela entressafra e a batata pelo fim da safra. coincidência muito grande, os produtos que mais subiram foram também nas capitais do brasil, o leite e a batata. Não foi um fenômeno local. No sentido oposto, banana (−15,74%) e açúcar (−6,35%) registraram as quedas mais expressivas.
Veja, abaixo, a variação dos preços em abril na cidade:





