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Percussionista Paulinho da Costa se torna nesta quarta a primeira pessoa nascida no Brasil a ganhar estrela na Calçada da Fama

Paulinho moldou seu som em rodas de música na Festa da Igreja da Penha, também na Zona Norte, antes de virar ritmista da ala jovem da Portela. onde chegou a desfilar no carnaval. Também ampliou sua experiência percussiva tocando em terreiros de candomblé do Rio.

“Não tem dúvida que estou levando um pouco do Irajá e da Portela pra Hollywood. Levo toda minha trajetória para a calçada!”, disse o artista ao g1.
Entre os anos 1960 e 1970, após começar a se apresentar profissionalmente no Brasil – inclusive com a amiga Alcione – Paulinho fez apresentações com a banda de Sérgio Mendes e foi trabalhar com o músico nos Estados Unidos, onde se radicou.
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Cuíca em 'Thriller' e agogô em 'Billie Jean'
Alcione e Paulinho da Costa
Divulgação/The Groove Under the Groove: Os Sons de Paulinho da Costa
Paulinho trouxe o "molho" da música brasileira para algumas das músicas mais famosas do pop mundial a partir dos anos 70.
Um exemplo disso ocorreu em 82, durante as gravações do álbum "Thriller", de Michael Jackson, o mais vendido de todos os tempos, quando decidiu incluir sons de cuíca na introdução de “Wanna Be Startin’ Somethin”.

A cuíca foi introduzida no Rio de Janeiro por pessoas trazidas da África para serem escravizados na cidade entre os séculos 18 e 19 e, posteriormente, ganhou espaço no samba.
Com Michael, entre outros sucessos, Paulinho também gravou "Billie Jean", faixa em que usou uma cabaça metálica e um agogô – outro instrumento com origem africana e muito usado em vários ritmos brasileiros.
Entre as soluções geniais de Paulinho em faixas famosas, ficaram célebres também os usos de uma campana em “Serpentine Fire” e de colheres em “Brazilian Rhyme”, ambas músicas do Earth, Wind & Fire, banda com a qual também colaborou no sucesso "September".

Relatos sobre os bastidores dessas gravações e a trajetória de Paulinho viraram o documentário “The Groove Under the Groove: Os Sons de Paulinho da Costa”, lançado este ano pela Netflix.

O filme reúne depoimentos de estrelas como George Benson e Quincy Jones, que morreu em 2024, além do reencontro de Paulinho com músicos do Earth, Wind & Fire, da volta do percussionista ao Rio e do reencontro com a Portela, em 2015, entre outras memórias.
Paulinho da Costa no clipe de 'La Isla Bonita', de Madonna
Reprodução
Paulinho da Costa em visita ao Brasil em 2015
Divulgação/The Groove Under the Groove: Os Sons de Paulinho da Costa

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