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Justiça marca 1ª audiência do caso Tainara, morta após ser atropelada, arrastada e ter pernas amputadas

Tainara Souza Santos, que foi atropelada e arrastada na zona norte, morre em São Paulo
A Justiça de São Paulo marcou para o dia 25 de maio a primeira audiência do processo que apura o assassinato de Tainara Souza Santos, que foi atropelada, arrastada por 1 km pela Marginal Tietê e teve as pernas amputadas no ano passado.
A informação foi confirmada nesta quarta-feira (13) ao g1 pela advogada da família da vítima, Alessandra Oliveira.
O caso da vendedora de 31 anos ganhou repercussão por causa da crueldade e se tornou símbolo da violência praticada por homens contra mulheres no Brasil.
O ex-ficante dela, Douglas Alves da Silva é acusado de matar Taianara e de tentar assassinar um amigo dela. O homem tem 26 anos e está preso preventivamente. Ele é réu por feminicídio e tentativa de homicídio.

O g1 não conseguiu localizar a defesa de Douglas para comentar o assunto.

A audiência marcada para este mês no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da capital, é chamada de audiência de instrução. Mais sessões ocorrerão em outras dias para ouvir testemunhas de acusação, de defesa e interrogar o próprio réu.
A audiência de instrução serve para a Justiça decidir se leva o acusado a júri popular para ser julgado depois pelos crimes. Em caso de condenação, a pena pode variar de 20 a 40 anos de prisão.
Outras possibilidades ao final da audiência de instrução podem ser: a de absolvição sumária do réu ou pedido de mais diligências por parte da Polícia Civil ou Ministério Público (MP).
Como foram os crimes
Douglas Alves da Silva, preso por atropelar e arrastar por 1 km Tainara Souza Santos
Reprodução
O caso ocorreu em 29 de novembro. Câmeras de segurança e testemunhas gravaram o momento em que Douglas atropela a vítima e a arrasta até abandoná-la ainda viva perto de um posto de combustíveis na Marginal Tietê (veja vídeos nessa reportagem).

A mulher foi levada em estado gravíssimo ao Hospital das Clínicas, no centro da capital. Segundo a Polícia Civil, o crime foi motivado por ciúmes. A investigação aponta que Douglas e Tainara tiveram um relacionamento breve no passado e que ele não aceitava o fim.

O que diz o acusado
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Após fugir sem prestar socorro à Tainara, Douglas foi preso pela polícia em 30 de novembro. Na delegacia, disse estar arrependido, mas negou conhecer Tainara. Falou ainda que o atropelamento foi "acidental", após uma briga que envolveu um amigo dela que o teria agredido com uma garrafada. Outros depoimentos de testemunhas divergem dessa versão.
Douglas também alegou que acelerou o carro sem perceber que a mulher estava debaixo dele. E que só parou mais adiante, quando ela se soltou. Disse ainda que deixou o local por medo de ser agredido por outras pessoas.
Contudo, as investigações demonstram que a ação de Douglas foi intencional, motivada por ciúmes e que ele não parou de propósito, mesmo com alertas de pedestres e outros motoristas.
Vítima teve pernas amputadas
Manifestantes protestam durante o velório do corpo de Tainara Souza Santos, que morreu em decorrência dos ferimentos sofridos após ser atropelada e arrastada por cerca de 1 km na Zona Norte de São Paulo.
LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
Tainara passou pela primeira cirurgia no mesmo dia da prisão do atropelador. Depois, em 1º de dezembro ela teve as pernas amputadas numa outra operação. Seu estado de saúde era crítico e ela permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Em 2 dezembro, ela foi operada novamente, agora na bacia e para conter infecções.
Apesar dos esforços médicos, Tainara morreu em 24 de dezembro, véspera de Natal, após quase um mês internada no hospital. A declaração de óbito apontou septicemia, amputações e desarticulação de quadril como causas da morte.
O velório ocorreu em 26 de dezembro, com a presença de familiares e amigos. O corpo foi enterrado sob aplausos, em meio a pedidos por justiça.
Cartazes e camisetas lembravam a vítima e reforçavam a luta contra a violência de gênero. Tainara deixou dois filhos, um menino de 12 anos e uma menina de 7.
Corpo de Tainara é sepultado sob aplausos
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