Ângela Cristina Terra Pinto, primeira vítima por hepatite A em JF, ao lado das filhas e do neto
Thaís Terra Pinto/Arquivo Pessoal
"Muito saudável, ativa e trabalhadora". É assim que Thaís Terra, de 37 anos, descreve a mãe, a cuidadora de idosos Ângela Cristina Terra Pinto, de 60 anos, que se tornou a primeira morte confirmada por hepatite A em Juiz de Fora em 2026.
A cuidadora morreu no dia 30 de abril e deixou duas filhas e um neto de 8 anos. Até o fim de abril, a cidade confirmou 808 casos da doença e tem o maior número de registros em Minas Gerais em 2026.
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Em entrevista ao g1, a filha lembrou que a mãe era o pilar de uma família de mulheres e o porto seguro do neto de 8 anos.
"Meu filho era o amor da vida dela. Ele é especial e além de mim só aceitava ficar com ela".
Conforme o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ) na terça-feira (12), a confirmação de que Ângela Cristina estava com hepatite A ocorreu após o Setor de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) receber os resultados de análises laboratoriais que atestaram positivo para a presença do vírus.
Apesar da confirmação do hospital, a Prefeitura disse, em nota, que o óbito segue em investigação porque a análise laboratorial é apenas uma das etapas, que também considera quadro clínico, antecedentes epidemiológicos, fatores de risco e outras informações necessárias para determinar a causalidade. (veja a nota na íntegra abaixo).
Contato com o vírus
Ângela Cristina Terra Pinto morreu com hepapite A em Juiz de Fora
Thaís Terra Pinto/Arquivo Pessoal
A família acredita que a mulher contraiu o vírus ao sair de casa para ajudar amigos logo após a tragédia da chuva que assolou Juiz de Fora no dia 23 de fevereiro. De acordo com Thaís, o contato com o vírus teria ocorrido no dia seguinte.
"Ela me mandou um áudio falando que ia na casa de amigos que sofreram com a enchente e a casa estava inundada. Foi a única coisa diferente que ela fez. A mesma água e comida que ela consumiu meu filho também consumiu e a moça que ela cuidava também. E ninguém teve nada".
Conforme a família, durante os dias em que a mãe esteve internada, os profissionais de saúde explicaram que o vírus pode ficar incubado por esse período, o que levantou a suspeita da doença.





