Mulher é sequestrada e baleada pelo ex-marido em motel de São Luís
O 2º Tribunal do Júri condenou Eliezer da Cunha Reis a 11 anos de reclusão por tentativa de feminicídio contra a ex-namorada. O crime aconteceu no dia 5 de abril de 2018, no bairro Areinha, em São Luís.
O julgamento ocorreu no dia 17 de abril, e o juiz Clésio Coelho Cunha concedeu ao réu o direito de recorrer da decisão em liberdade.
Em junho de 2019, os jurados haviam absolvido Eliezer da acusação de tentativa de homicídio e o condenado apenas pelo crime de cárcere privado, com pena de três anos de reclusão em regime aberto.
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O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) recorreu da decisão, e a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão anulou a sentença absolutória referente à tentativa de feminicídio, determinando a realização de um novo julgamento.
De acordo com a denúncia do MP-MA, no dia do crime, a vítima foi levada sob ameaça para um motel, onde foi mantida em cárcere privado. Segundo a acusação, Eliezer atirou na cabeça da vítima, que perdeu a visão do olho direito em consequência do disparo. Ela ficou internada por mais de um mês.
Ainda segundo os autos, a vítima e o acusado mantiveram um relacionamento por cerca de oito anos. Eles não tiveram filhos e não moravam juntos.
Eliézer da Cunha Reis foi preso após sequestrar e atirar na cabeça da ex-companheira em São Luís
Reprodução/TV Mirante
No dia do crime
No dia do crime, a vítima estava a caminho de casa com o filho menor e uma prima, por volta das 18h, quando foi abordada pelo ex-companheiro, que a obrigou, sob ameaça de arma de fogo, a entrar no carro dele. Em seguida, ela foi levada para o motel onde ocorreu o crime.
Após ser baleada, ela foi internada em estado grave no Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), em São Luís. Ela passou por cirurgia para retirada dos projéteis alojados na cabeça e no rosto e, posteriormente, aguardou transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo as investigações, o crime teria sido motivado pela inconformidade de Eliezer com o fim do relacionamento. Apesar de ter sobrevivido, a mulher ficou com diversas sequelas provocadas pelos disparos, entre elas a perda da visão de um dos olhos.
Eliezer chegou a ser absolvido da acusação de tentativa de feminicídio em 2019, mas a decisão foi anulada após recurso do Ministério Público, resultando em um novo júri que resultou em condenação de 11 anos de reclusão.





