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Voo de 300 km/h, 15 tripulantes e multimissão: como é o helicóptero de guerra que o RJ desistiu de comprar por suspeitar que era usado

Uma comparação entre o Black Hawk e o Caveirão do ar da PM do Rio de Janeiro
Reprodução
Por que o governo desistiu da compra
O g1 mostrou neste domingo (10) que o governo do RJ suspendeu a compra do helicóptero Black Hawk após identificar problemas no processo de licitação, incluindo ligações suspeitas entre empresas supostamente concorrentes.
A aquisição, por R$ 70 milhões, havia sido anunciada no fim de janeiro pelo então governador Cláudio Castro (PL).
O levantamento do governo em exercício de Ricardo Couto apontou que 2 empresas envolvidas tinham vínculos diretos com o mesmo empresário, o que levantou dúvidas sobre a lisura da concorrência e possível direcionamento do edital.
Outro fator foi o valor atipicamente baixo do helicóptero — cerca de US$ 12,6 milhões, bem inferior aos US$ 28 milhões pagos recentemente pela Força Aérea Brasileira (FAB) por aeronaves semelhantes.
Isso alimentou a suspeita de que o helicóptero poderia ser usado ou conter peças de segunda mão, contrariando a expectativa de aquisição de uma aeronave em melhores condições.
Também pesaram dúvidas técnicas e operacionais. Avaliações internas apontaram que o Black Hawk, por seu porte, peso e potência, teria pouca adequação para operações urbanas no Rio, exigindo áreas maiores para pouso e podendo causar danos a telhados e estruturas em comunidades durante voos a baixa altitude.
Por fim, o governo decidiu rever contratos e suspender a compra por cautela jurídica e administrativa, destacando que nenhum recurso havia sido pago até então.

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