Marido que estava com esposa e filha em carro que caiu em rio do Paraná é preso
Um laudo necroscópico apontou que Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e Maria Laura Roman Talaska, de três anos, morreram afogadas. As informações são da delegada Iasmin Gregório.
No início deste mês, elas foram encontradas em um carro submerso que caiu no Rio Paraná, em Porto Rico, no Noroeste do Paraná. A queda do carro no rio foi filmada. Assista acima.
A polícia desconfiou que o acidente poderia se tratar de um crime quando descobriu que o marido de Iria e pai de Maria Laura, mentiu ao dizer em depoimento que era a esposa quem dirigia o carro e que ela se perdeu no caminho. Entenda abaixo.
Márcio Talaska, de 38 anos, foi preso preventivamente no dia 8 de maio, em Nova Londrina. Ele é investigado pelos crimes de feminicídio – morte da esposa – e homicídio – morte da filha.
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Segundo a delegada, além de apontar o afogamento como a causa da morte de mãe e filha, o laudo também confirmou que as vítimas não tinham lesões anteriores ao acidente.
Márcio também estava no carro, mas conseguiu se salvar. A defesa dele informou que ainda não teve acesso integral aos autos, mas adiantou que vai tentar reverter a prisão. Veja abaixo a nota na íntegra.
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As vítimas foram sepultadas na segunda-feira (4), no Cemitério Municipal de Nova Londrina.
A delegada informou que aguarda o resultado de outros laudos para concluir o inquérito policial.
Segundo a polícia, Márcio prestou depoimento e disse que era a esposa quem estava dirigindo o veículo e que ela se perdeu no caminho. Contudo, durante a investigação, testemunhas disseram que foi ele quem dirigiu o carro durante todo o trajeto.
Essa informação foi confirmada depois que a polícia reconstituiu o caminho percorrido pela família, a partir de pelo menos 23 imagens de câmeras de segurança.
Iria Djanira Roman Costa Talaska e Maria Laura Roman Talaska foram encontradas mortas dentro de um carro submerso no Rio Paraná.
Reprodução/Redes Sociais/PC-PR
A delegada disse que, a partir dos vídeos e dos depoimentos, não foi possível confirmar que a pessoa que estava dirigindo o carro estivesse perdida, como dito no depoimento por Márcio. Isso porque o trajeto percorrido pelo veículo durou cerca de oito minutos, de forma linear.





