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‘Nossos sonhos não morrem na maternidade’: mães universitárias relatam desafios para conciliar estudos e criação das filhas no MA

Mães universitárias relatam desafios para conciliar estudos e criação das filhas no MA
Divulgação/Arquivo Pessoal
Como é, para as mães universitárias, conciliar os estudos e a maternidade? Para Victoria Moraes e Maria Benedita, estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís, não é uma tarefa fácil. "É desafiador, mas também gratificante, ser responsável por um serzinho tão pequeno, cheio de vida e tão dependente."
O g1 ouviu histórias sobre os desafios de duas estudantes que, atualmente, conciliam a rotina acadêmica com os cuidados das filhas pequenas: Cecília, de 4 meses, e Amélia, de 2 meses.
Victoria Moraes, de 24 anos, mãe de Cecília, e estudante do 6º período do curso de Relações Públicas, relata que hoje precisa estudar no lugar de dormir.

Segundo ela, antes havia mais tempo para se dedicar à faculdade, mas agora tudo acontece depois de se certificar de que a filha não precisa de mais nada.
“Os primeiros dias de aula desse período foram os mais difíceis. Eu passava o dia inteiro com ela desde o nascimento e precisar mudar isso, de repente, para ficar a tarde e o começo da noite longe dela, foi uma adaptação muito difícil da minha nova rotina”, conta.
Para Victoria, administrar o tempo tem sido o principal desafio. Ela deixou o estágio no fim da gravidez e planeja retornar somente quando a filha fizer 1 ano.

Victoria Moraes, mãe de Cecília e estudante do 6º período do curso de Relações Públicas
Divulgação/Arquivo Pessoal
Segundo ela, equilibrar os estudos, a construção do futuro profissional e os cuidados com a filha, sem abrir mão dos primeiros momentos da criança, vai além das 24 horas disponíveis no dia.
Mesmo diante da rotina intensa, ela afirma que a maternidade não apaga os sonhos e destaca a importância da rede de apoio da família. Como Cecília ainda não frequenta creche, ela fica sob os cuidados da avó materna e da madrinha enquanto a mãe está na Universidade.
“Nossos sonhos não morrem na maternidade. É necessário seguir, tanto por nós quanto por aqueles que dependem da nossa existência.”
Maria Benedita, mãe de Amélia e também estudante de Relações Públicas
Divulgação/Arquivo Pessoal
Já para Maria Benedita, de 28 anos, mãe de Amélia e também estudante de Relações Públicas da UFMA, a experiência tem sido diferente do que imaginava. Ela acredita que a rede de apoio faz toda a diferença.
“Não é um bicho de sete cabeças. Acho que me sinto assim por ter uma rede de apoio forte. Conto com a minha mãe e a minha sogra.”
Segundo Maria Benedita, o apoio do companheiro tem tornado a caminhada mais leve. “Até o momento, tudo tem sido mais tranquilo do que eu imaginava. Acredito que o apoio e a parceria do meu companheiro têm feito com que tudo se torne possível”, afirma.
Ela também define a maternidade como uma experiência intensa e transformadora. Segundo ela, ser mãe é algo ao mesmo tempo desafiador e gratificante, uma vivência que muda completamente a forma de enxergar as responsabilidades e os sentimentos no dia a dia.

“A gente só entende o peso das coisas quando está vivendo aquilo”, afirma
Para Victoria Moraes e Maria Benedita, apesar das dificuldades da rotina, abandonar os sonhos nunca foi uma possibilidade. Segundo elas, os desafios existem, mas a recompensa faz todo o esforço valer a pena.

“Não desistam. Apesar das dificuldades, no fim tudo compensa. Não é fácil, mas também não é impossível”, afirmam.
Mães universitárias relatam desafios para conciliar estudos e criação das filhas no MA
Divulgação/Arquivo Pessoal
O que diz a UFMA sobre apoio às mães universitárias
Procurada pelo g1, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) informou que realizou, no fim de 2024, um mapeamento sobre mães e pessoas gestantes na universidade, com resultados publicados em março de 2025. A pesquisa contou com 510 respondentes, dos quais 270 se identificaram como estudantes de graduação e 23 como estudantes de pós-graduação.
Segundo a universidade, na pós-graduação há editais de bolsas que estabelecem prioridade para mães, além da ampliação do período de análise curricular para pesquisadoras que estiveram em licença-maternidade nos últimos cinco anos.
A instituição afirmou ainda que, na graduação, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PROAES) oferece auxílio-creche para estudantes mães. Informou também que salas de amamentação estão em fase de implantação e que trocadores estão sendo instalados em banheiros localizados em espaços estratégicos da universidade.
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*Estagiária sob supervisão de Liliane Cutrim.

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