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Mãe por barriga solidária enfrentou luta contra câncer do filho: ‘É quem me dá força para continuar firme’

Aparecida Xavier foi mãe de Saulo por meio de barriga solidária
Aparecida Xavier/Arquivo pessoal
A cabeleireira Aparecida Xavier, da cidade de Esperança, no Agreste da Paraíba, realizou o sonho de ser mãe com a ajuda de uma amiga. Neste domingo (10), Dia das Mães, ela conversou com o g1 sobre o processo da barriga solidária e a batalha que enfrentou ao lado do filho, Saulo, contra um câncer.
"Ele é meu amor, o que me move, é quem me dá força para continuar firme", disse Aparecida Xavier sobre o filho.

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Este ano, o Dia das Mães é especial para a família, pois é o primeiro após o transplante de medula óssea pelo qual o menino, atualmente com nove anos, passou. "Este ano, passar com ele em casa, sem estar fazendo quimioterapia, sem estar em hospital e vê-lo bem, brincando, correndo. acho que para mim não tem nada mais gratificante no mundo".

Barriga solidária Desde que nasceu, Saulo foi criado com a mãe Aparecida
Aparecida Xavier/Arquivo pessoal
Aos 16 anos, Aparecida precisou fazer uma cirurgia de histerectomia e achou que nunca seria mãe. “Achei que nunca iria conseguir realizar, porque a gente sabe que essa questão de adoção, de você entrar na fila. leva um tempo”, contou.
O sonho se tornou realidade dez anos depois, quando sua melhor amiga, Amanda Silva, se ofereceu para ser sua barriga solidária. “Na verdade, ela quem teve a ideia. A gente já tinha visto alguns casos na televisão, então, foi quando ela se dispôs a fazer e eu aceitei”, relembrou.
Apesar do receio inicial da família, a gestação ocorreu bem, e Saulo nasceu em 2016. “Ele veio para mim desde o momento que ele nasceu. Inclusive, eu estava lá na hora que ele nasceu. Acompanhei tudo, desde sempre”, disse Aparecida.
Aparecida e Amanda no chá revelação
Aparecida Xavier/Arquivo pessoal
O processo de oficialização da guarda da criança foi concluído somente depois de mais de um ano do nascimento, mas, como as duas amigas moravam perto, Aparecida relata que isso não foi um obstáculo.

"Nunca tive problemas em relação a nada de Saulo. Se eu precisasse de assinatura ou de qualquer coisa, eu sempre pude contar com ela, porque, como a gente sempre morou perto, sempre teve contato, então era muito fácil".

Luta contra a leucemia Após tratamento contra leucemia, menino é homenageado em voo para a PB
Os anos se passaram e a relação de mãe e filho entre Aparecida e Saulo se fortaleceu, enquanto Amanda Silva, a amiga e barriga solidária, tornou-se madrinha do menino. No entanto, quando Saulo completou sete anos, a família precisou enfrentar outro desafio: um diagnóstico de leucemia.

A mãe conta que os primeiros sinais da doença surgiram de forma sutil, em 2024, quando ele tinha sete anos. O menino, que sempre foi ativo, começou a apresentar um cansaço extremo após voltar da escola.

"Ele almoçou e foi dormir. Quando foi de tardezinha, eu acordei para ele comer alguma coisa. Ele comeu e foi dormir de novo. Então, daí a gente achou estranho", relatou Maria Aparecida.
Saulo iniciou o tratamento em 2024, no Hospital Universitário de Campina Grande. Após uma reincidência da doença, a equipe médica indicou a necessidade de um transplante, que foi realizado no Hospital do Amor de Barretos, em São Paulo.
A doadora foi Anne Dávila dos Santos, filha de Amanda Silva e meia-irmã de Saulo, de 14 anos, que mora em São Paulo.

Saulo e a irmã, Anne, que foi sua doadora de medula óssea
Cidinha Xavier/Arquivo pessoal
"Não tinha ninguém 100% compatível com ele no banco de doadores. Então, a preferência é que seja um parente próximo. Tinha a irmã dele, que é 50% compatível, e foi ela que foi a doadora. Porque, nesse caso específico, como é uma doença muito grave, não se espera", explicou a mãe.
O transplante foi feito em 12 de novembro do ano passado, e a família precisou permanecer em São Paulo por alguns meses para o acompanhamento pós-operatório, totalizando mais de cinco meses longe de casa. Nesse tempo, Aparecida e o companheiro tiveram que parar de trabalhar e permaneceram em São Paulo com a ajuda de doações de vizinhos, familiares e amigos.

“Depois do transplante, a gente teve que ficar porque os primeiros 100 dias exigem mais atenção da equipe médica. A gente ficou lá durante esse tempo, que deu mais de cinco meses, porque chegamos antes dele receber a medula, e é bem desafiador tudo, porque paramos de trabalhar, paramos nossa vida, mas, graças a Deus, deu tudo certo”, finalizou.
Na volta para casa, no dia 1º de abril, o menino foi homenageado pelo piloto do avião, e o registro do momento viralizou nas redes sociais. Durante o pouso no aeroporto de Campina Grande, o piloto, durante os comunicados finais, falou sobre a vitória do menino contra a leucemia, e os passageiros aplaudiram.

"Eu me senti muito feliz na homenagem", disse Saulo. Saulo foi homenageado durante voo
Cidinha Xavier
Para a mãe, o momento simbolizou uma nova fase.

“Foi bem emocionante, como se marcasse um fim de um ciclo e o início de outro. É muito bom vê-lo assim, correndo, brincando, jogando bola, que é o que ele mais ama fazer”, celebrou.
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