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Veículos deixados na porta da casa de patroa presa suspeita de agredir doméstica grávida são apreendidos pela polícia no MA

Patroa suspeita de agredir doméstica grávida é investigada por cinco crimes no MA
A Polícia Civil apreendeu, na manhã deste sábado (9), dois veículos deixados em frente à casa da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, presa por suspeita de agredir uma empregada doméstica grávida de 19 anos em Paço do Lumiar, município da Região Metropolitana de São Luís.
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Tortura, áudios e prisão: entenda a cronologia do caso da doméstica agredida pela patroa no MA
Segundo a polícia, o carro e a moto teriam sido abandonados por Carolina e pelo marido, Yuri Silva do Nascimento, antes da fuga para o Piauí. Os dois veículos estavam sem placas, foram recolhidos e passarão por perícia.
Saiba quem é a patroa presa por agredir empregada grávida no Maranhão
Veículos deixados na porta da casa de patroa presa suspeita de agredir doméstica grávida são apreendidos pela polícia no MA
Reprodução/TV Mirante
Carolina Sthela teve a prisão mantida pela Justiça do Maranhão na tarde de sexta-feira (8), após passar por audiência de custódia na 2ª Central das Garantias da Comarca da Ilha de São Luís.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) a empresária será encaminhada para uma unidade prisional feminina do Sistema Penitenciário em São Luís, onde vai ficar à disposição da Justiça.
Ao g1, o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) ressaltou que o processo tramita sob segredo de justiça.

Perícia confirma autoria dos áudios O Instituto de Criminalística da Polícia Civil confirmou, nesta sexta-feira (8), que são da empresária os áudios divulgados com supostas confissões de agressões contra uma empregada doméstica grávida de 19 anos, no Maranhão.
Segundo o laudo, houve 100% de compatibilidade entre os áudios e a voz da empresária. Ao g1, o delegado Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, que investiga o caso, disse que solicitou a perícia no material ainda na quinta-feira (7), após a prisão de Carolina.

"Quando ela [Carolina] negou isso no interrogatório dela e para não deixar brecha para a defesa, eu imediatamente mandei que fosse colhida a voz dela ao vivo, natural, para comparar que estava no áudio. O Instituto de Criminalística já me passou a informação que a voz é compatível, a voz dela que foi colhida ontem com a que está no áudio", disse o delegado.
Em depoimento, ela havia negado que os áudios eram da sua autoria. Já a defesa de Carolina Sthela afirma que ela confessou envolvimento nas agressões. O material será anexado ao inquérito que investiga o caso.

Empresária diz que agressões foram motivadas por anel
Ainda em depoimento, que durou pouco mais de uma hora, Carolina Sthela afirmou à Polícia Civil que o anel que teria motivado as agressões estava avaliado em R$ 5 mil. A empresária disse ainda que está grávida de três meses e enfrenta problemas de saúde, como pressão alta e infecção urinária.

"A gente está trabalhando com as investigações técnicas que estão sendo realizadas dentro da investigação criminal. A investigação está em curso, apesar da gente ter muitos dados que estão postos e apresentados à sociedade, ainda há outros que dependem de confirmação e que devem acontecer nos próximos dias", disse o delegado.

Empresária foi presa ao tentar fugir Empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos chega a São Luís
Reprodução/Juvêncio Martins
Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) Carolina Sthela foi presa quando tentava fugir. Ela foi localizada em um posto de gasolina em Teresina, perto da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI). A defesa dela nega que ela tentasse fugir.
De acordo com a Polícia Civil do Piauí, Carolina estava hospedada na casa de um familiar na capital piauiense e era monitorada.

O delegado Yan Brayner, diretor de inteligência da Polícia Civil, também afirmou que Carolina estava abastecendo o carro com o objetivo de possivelmente fugir do Piauí. Ainda segundo o diretor de inteligência, o marido e o filho de seis anos da mulher também estavam no veículo.
A advogada Nathaly Moraes afirmou que Carolina estava no Piauí porque tem um filho de seis anos e não tinha familiares no Maranhão com quem pudesse deixar a criança. Por isso, teria levado o menino para ficar sob os cuidados de pessoas de confiança.
PM suspeito de participação na agressão se entrega e apresenta versões diferentes
O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de participar das agressões, se entregou à polícia ainda nessa quinta-feira (7). Em depoimento à Corregedoria-Geral da Polícia Militar, ele negou qualquer envolvimento nas agressões.
Já em depoimento à Polícia Civil, apresentou versão diferente e admitiu que esteve na casa e que participou das agressões, mas afirmou que a maior parte dos atos teria sido cometida por Carolina Sthela. Ele também contestou a versão da vítima.
Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de participar das agressões contra uma doméstica a mando de empresária
Reprodução/Redes Sociais
Segundo a polícia, ele seria o homem citado pela empregada doméstica como um dos responsáveis pelas agressões e tortura sofridas por ela, ao lado da empresária, na residência onde a vítima trabalhava. O policial disse que conhecia Carolina há seis anos.
Ainda segundo o PM, em depoimento à Corregedoria, ele afirmou que, no dia 16 de abril, um dia antes das agressões, recebeu uma ligação do marido da empresária pedindo que levasse um documento à residência do casal para aumento de score de um cliente. No dia seguinte, disse que chegou ao local por volta das 8h e fez a entrega.
Segundo a Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Maranhão, um procedimento interno foi aberto para apurar a participação de Michael Bruno no caso.
Por meio de nota, a defesa de Michael Bruno reforçou que ele não praticou agressões ou atos de violência e que, até o momento, não teve acesso integral aos autos (leia na íntegra mais abaixo).
PMs que atenderam ocorrência ainda não foram afastados
Quatro policiais militares que atenderam a ocorrência são investigados pela atuação no caso. Segundo a Polícia Militar, foi aberta uma investigação administrativa para apurar a conduta dos agentes. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA), até o momento, eles não foram afastados das funções.
A apuração foi aberta após a divulgação de áudios da empresária, em que ela relata as agressões e afirma que não foi levada à delegacia por conhecer um dos policiais.
Segundo Carolina, um dos agentes, que não teve o nome divulgado, teria dito que, por causa dos hematomas na vítima, ela deveria ter sido conduzida à delegacia, o que não ocorreu.
“Parou uma viatura no meio da rua, eles vieram aqui de manhã. Mas veio um policial que me conhecia. Sorte minha, né? E sorte dela também. Aí eu expliquei para ele o que tinha acontecido. Aí ele disse: ‘Carol, se não fosse eu, eu teria que te conduzir para a delegacia, porque ela está cheia de hematomas’. Aí eu disse: ‘era para ter ficado era mais, não era para ter saído viva’”, afirmou Carolina.
Doméstica relata agressões e ameaça de morte
Patroa detalha em áudios agressão a empregada doméstica grávida no Maranhão
A jovem descreveu as agressões que sofreu e disse que levou puxões de cabelo, socos e murros e foi derrubada no chão. Durante os ataques, tentou proteger a barriga, pois estava grávida de cinco meses.
Ainda de acordo com o depoimento, a ex-patroa a acusou de ter roubado um anel e passou horas procurando o objeto. A joia foi encontrada dentro de um cesto de roupas sujas.

Mesmo após a joia ser localizada, as agressões continuaram, segundo a vítima. Ela afirmou ainda que, em determinado momento, foi ameaçada de morte por Carolina Sthela caso contasse à polícia o que havia acontecido.

Segundo a decisão judicial, à qual o g1 teve acesso, o casal desviou mais de R$ 20 mil de uma escola de natação em São Luís. O estabelecimento pertence a uma irmã de Carolina Sthela.
O que diz a empresária sobre agressão contra doméstica
"Diante das publicações e comentários que vêm circulando na imprensa e nas redes sociais a respeito do IPL nº 066/2026 — 21º Distrito Policial do Araçagy/MA, venho me manifestar com serenidade e respeito.
Em primeiro lugar, afirmo que respeito profundamente a atuação das autoridades e que jamais me neguei a colaborar com a apuração dos fatos. Minha defesa já compareceu à delegacia, solicitou acesso aos autos e adotará todas as providências necessárias para que minha versão seja apresentada no momento adequado, de forma responsável e dentro do procedimento legal.
Também registro que repudio qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes, trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade. Justamente por reconhecer a gravidade do assunto, entendo que tudo deve ser apurado com seriedade, equilíbrio, provas e respeito ao devido processo legal.
Minha família, incluindo meu marido e meu filho, vem sofrendo ataques e ameaças. Isso não contribui para a verdade, não ajuda a investigação e apenas aumenta o sofrimento de todos os envolvidos.
Requeiro que não haja julgamento antecipado e que o inquérito seja conduzido em observância aos princípios constitucionais. A investigação ainda está em andamento, e a verdade deve ser esclarecida pelas vias legais, jamais por ameaças, ofensas, exposição de familiares ou linchamento virtual.
Seguirei à disposição das autoridades, por meio da minha defesa, confiando que os fatos serão esclarecidos com responsabilidade, respeito, técnica e justiça.
Paço do Lumiar – MA, 05 de maio de 2026.
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos" .
Nota da SSP sobre a prisão da empresária
"A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informa que Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por agressões contra uma jovem grávida no município de Paço do Lumiar, foi presa nesta quinta-feira (7), em Teresina (PI), quando tentava fugir.
A prisão foi realizada pelas Polícias Civis do Piauí e do Maranhão, em ação de cooperação entre as forças de segurança dos dois estados, após trabalho de Inteligência e cumprimento de mandado expedido pela Justiça na madrugada de hoje.
O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, citado nas denúncias, também foi preso, em São Luís, e responde a procedimento instaurado pela Corregedoria da PMMA para apuração de sua conduta e responsabilidade no caso.
As investigações seguem em andamento para completa apuração dos fatos, identificação de todos os envolvidos e adoção das medidas cabíveis".
O que diz o PM sobre a suspeita de envolvimento no caso
"A defesa de Michael Bruno Lopes Santos informa que acompanha com atenção as notícias divulgadas nas últimas horas e esclarece que ainda não teve acesso integral aos autos, às peças formais da investigação e aos elementos que fundamentaram a medida adotada.
Michael nega a prática de qualquer agressão ou ato de violência e afirma que sua versão será apresentada tecnicamente nos autos, pelos meios próprios, após a defesa conhecer o conteúdo integral do procedimento.
É importante registrar que, antes da repercussão mais recente, Michael compareceu à Corregedoria da Polícia Militar do Maranhão, onde prestou declarações formais e respondeu aos questionamentos que lhe foram feitos.
Neste momento, a defesa está adotando as providências cabíveis para obter acesso aos autos, verificar a legalidade dos atos praticados e assegurar o pleno exercício das garantias constitucionais, especialmente o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.
Novos esclarecimentos serão prestados, se necessário, após a análise técnica dos documentos oficiais.
Assessoria Jurídica de Michael Bruno Lopes Santos".

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