Entre as principais ameaças enfrentadas pela anta no Brasil e na América Latina, estão a caça, atropelamentos e mortes Gabriel Marchi
O que começou em 1996 como um estudo de ecologia no Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP), transformou-se na maior referência mundial sobre o maior mamífero terrestre da América do Sul.
A Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB-IPÊ) completou 30 anos de atuação com números impressionantes e um papel vital na manutenção das florestas brasileiras.
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Ao longo dessas três décadas, o projeto já capturou 571 antas, monitorou 160 por meio de colares de telemetria e identificou outros 600 indivíduos através de armadilhas fotográficas em cinco biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
A anta é conhecida como a "jardineira da floresta" por sua capacidade de dispersar sementes e ajudar na regeneração da vegetação.
Entre os achados, os pesquisadores descobriram que as antas são poligâmicas, ao contrário do que se pensava, e registraram a presença do animal na Caatinga, bioma onde a espécie havia sido classificada como localmente extinta.
Além disso, estudos de toxicologia com antas levaram à identificação de populações humanas contaminadas por agroquímicos e metais no Cerrado do Mato Grosso do Sul.
“Fazer conservação no mundo de hoje não é uma tarefa simples. É uma luta constante, repleta de desafios. O fato de termos, aqui no nosso país, um projeto desse porte e com essa longevidade é absolutamente incrível e motivo de enorme orgulho e celebração", afirma Patrícia Medici, coordenadora da INCAB-IPÊ.





