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Governo Trump pode ter que liberar vistos para ex-membros da Guarda Revolucionária para Irã jogar a Copa do Mundo; entenda

🔎 A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) é uma força militar criada após a Revolução Iraniana de 1979 para proteger o regime islâmico do país. Separada das Forças Armadas tradicionais, a organização atua nas áreas militar, política e econômica do Irã e exerce forte influência no governo.
O serviço militar é obrigatório no Irã. Jogadores de futebol nascidos no país, porém, podem ingressar em times afiliados aos militares por meio de isenções esportivas, como o Malavan Anzali e o Fajr Sepasi. Taremi e Hajsafi, no entanto, seguiram um caminho diferente.
O serviço militar cumprido fora do ambiente protegido dos clubes ligados às Forças Armadas passou a ameaçar a participação deles na Copa do Mundo.
Isso acontece porque o Departamento de Estado dos EUA impõe restrições rigorosas a indivíduos com ligações com organizações classificadas pelo país como terroristas estrangeiras. A lista inclui a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
“Todos os jogadores e membros da comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar na Guarda Revolucionária Islâmica ou IRGC, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, devem receber vistos sem qualquer problema”, disse o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj.
Irã confirma participação na Copa do Mundo
As exigência iranianas
A confirmação da participação do Irã na Copa do Mundo acontece após o Canadá negar, no mês passado, a entrada do presidente da federação iraniana antes do Congresso da FIFA por supostas ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica.
O presidente da Federação de Futebol do Irã (FFIRI), Mehdi Taj, disse à TV estatal na sexta-feira (8) que o país apresentou 10 condições para participar do torneio, buscando garantias sobre a forma como será tratado.
Dentre as exigências, estão:
concessão de vistos e respeito à delegação iraniana;
respeito à bandeira do país e ao hino nacional durante o torneio;
reforço na segurança em aeroportos, hotéis e rotas até os estádios;
garantia de vistos para todos os jogadores e integrantes da comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar na Guarda Revolucionária Islâmica.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os jogadores iranianos serão bem-vindos no torneio. No entanto, alertou que os EUA ainda podem barrar a entrada de integrantes da delegação com vínculos com a IRGC.
A Copa do Mundo começa em 11 de junho. A seleção do Irã está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e disputará todas as partidas da fase de grupos nos Estados Unidos.
Pessoas caminham pelas ruas de Teerã e passam por banner com imagem do aiatolá Mojtaba Khamenei.
AFP
A guerra no Irã
Apesar do cessar-fogo anunciado, Irã e Estados Unidos seguem trocando ataques. Nesta sexta-feira, militares americanos atingiram dois petroleiros vazios com bandeira iraniana que, segundo Washington, tentavam furar o bloqueio naval imposto pelos EUA. A informação foi divulgada pelo Comando Central americano em uma publicação nas redes sociais, que também afirmou que uma terceira embarcação iraniana havia sido interceptada na quarta-feira (6).
“Os três navios não estão mais em trânsito para o Irã”, afirmou o Comando Central dos EUA.
Em resposta, um parlamentar iraniano de alto escalão declarou que qualquer tentativa americana de impor bloqueios navais será respondida militarmente por Teerã, segundo a agência Fars News.
AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra
Já a agência estatal Tasnim, citando um integrante das Forças Armadas iranianas, afirmou que a situação no Golfo Pérsico permanece calma no momento. No entanto, a fonte alertou que novos confrontos poderão ocorrer caso embarcações americanas voltem a interferir no tráfego marítimo iraniano na região.
Apesar da escalada recente no Estreito de Ormuz, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que negociadores americanos continuam em diálogo com representantes do governo iraniano.
Bandeira do Irã é vista em frente ao prédio do Ministério de Relações Exteriores em Teerã em novembro de 2009
REUTERS/Morteza Nikoubazl

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