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Suspeito de matar PM durante corrida por aplicativo em Manaus vai a júri popular; dupla respondia pelo ‘Caso Flávio’

Mayc Parede e Elizeu da Paz
Divulgação
O réu Mayc Vinícius Teixeira Parede vai a júri popular pelo assassinato do policial militar Elizeu da Paz de Souza, morto com um tiro na cabeça em novembro de 2024, em Manaus. A decisão foi tomada na quinta-feira (8) pelo juiz Fábio César Olintho de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, que também manteve a prisão preventiva do acusado.
A prisão preventiva foi mantida pela Justiça devido à gravidade do caso e ao descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente ao réu. A defesa ainda pode recorrer da decisão. O g1 tenta contato com os advogados do acusado.
Tanto a vítima quanto o suspeito são acusados de envolvimento na morte do engenheiro Flávio Rodrigues, ocorrida em setembro de 2019.
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De acordo com denúncia do Ministério Público do Amazonas, o crime aconteceu na madrugada de 5 de novembro de 2024, no conjunto Santos Dumont, na Zona Centro-Oeste de Manaus. Elizeu estava em um carro de aplicativo quando foi baleado na cabeça. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu.
Vídeo mostra PM morto e Mayc Parede em posto de combustíveis de Manaus antes do crime
As investigações apontam que Mayc e Elizeu eram amigos próximos e se tratavam como "irmãos". Testemunhas relataram que a vítima costumava entregar a própria arma ao acusado quando consumia bebida alcoólica.
Durante o processo, o motorista do carro de aplicativo afirmou que ouviu um disparo e, em seguida, viu Elizeu ferido. Segundo ele, o passageiro que estava no banco traseiro, identificado como Mayc, fugiu logo depois com a mão na cintura.
Imagens de câmeras de segurança também ajudaram na investigação. Amigos e familiares reconheceram Mayc ao lado da vítima em um posto de combustíveis momentos antes do crime. (veja vídeo acima).
O juiz manteve a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a acusação, Elizeu foi atacado de surpresa, pelas costas, sem chance de reação.
Ao negar o pedido de liberdade da defesa, o magistrado destacou que Mayc já respondia a outro processo por homicídio, no caso da morte de Flávio Rodrigues, e que estava cumprindo medidas cautelares quando o novo crime aconteceu.
Assassinato do PM
Segundo o Boletim de Ocorrência, o caso começou quando um motorista de aplicativo recebeu uma solicitação de corrida da Avenida Torquato Tapajós para um condomínio no bairro da Paz.
O motorista contou à polícia que a corrida havia sido solicitada por uma mulher, que foi identificada pela polícia como sendo filha da vítima. Ao chegar no local, dois homens entraram no carro: Elizeu, que sentou no banco da frente, e Mayc, no banco traseiro.
Cerca de dois minutos após o início da corrida, o motorista ouviu um barulho e, ao olhar para trás, viu Mayc com um revólver e o policial Elizeu baleado. O suspeito então exigiu que o motorista parasse o carro e fugiu.

No dia seguinte, o corpo de Flávio foi encontrado em um terreno no bairro Tarumã, próximo à casa de Alejandro. As investigações revelaram que o sargento da PM Elizeu da Paz de Souza, segurança de Alejandro e lotado na Casa Militar da Prefeitura, teria transportado o corpo usando um carro da Prefeitura.
Além disso, o ex-lutador de MMA Mayc Parede, flagrado em imagens de segurança no condomínio, confessou à polícia ter desferido as facadas na vítima.

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