Família espera há quase 9 meses por liberação de corpo encontrado na Argentina
A família de Antônio Marcos Backes, de 36 anos, natural de Barracão, no Sudoeste do Paraná, aguarda há quase nove meses o trâmite burocrático para a liberação do corpo dele, encontrado na Argentina.
Antônio foi encontrado morto em 18 de agosto de 2025, após ficar três dias desaparecido. O corpo estava em uma área de mata em Bernardo de Irigoyen, cidade argentina que faz fronteira direta com Barracão. O caso é investigado como homicídio. Ninguém foi preso.
✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp
A viúva Pollyana Backes conta que até hoje não recebeu informações concretas do país sobre a liberação, por isso, vive na incerteza de quando vai ter acesso ao corpo.
A informação mais recente que ela diz ter recebido foi sobre o exame de DNA, realizado em 23 de agosto de 2025e m Posadas, a mais de 300 quilômetros do local onde o corpo foi localizado. A cidade abriga o único necrotério e perícia médica vinculados ao Judiciário da região. O resultado, que confirmou a identidade Antônio, só foi informado à família em fevereiro deste ano.
Mesmo após a confirmação, não há previsão para o traslado ao Brasil.
Antônio foi encontrado morto na Argentina
Arquivo pessoal
“A gente já fez toda a documentação, pagou advogada, providenciou tudo o que foi pedido, mas não tem data. Sempre dizem que pode ser na semana que vem, e já se passaram quase nove meses. Ainda não conseguimos se despedir [.] A gente só quer trazer ele para o Brasil, fazer uma homenagem e enterrar na terra dele”, afirmou.
A Polícia Civil de Barracão informou que não participa da investigação sobre o crime, uma vez que que o caso aconteceu em território argentino.
Procurado, o consulado brasileiro em Puerto Iguaçu, cidade argentina que fica a 150 quilômetros de onde o corpo foi encontrado e que é referência para o atendimento do caso, informou ao g1 que não pode divulgar detalhes do translado por se tratar de dados protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A liberação é concedida por um juiz após análise do caso e confirmação da causa da morte. O prazo varia conforme a situação e a natureza do óbito.
Após a autorização, cabe à família contratar uma funerária no país onde aconteceu a morte. A empresa será responsável por conduzir os procedimentos junto às autoridades locais e organizar o traslado ou a cremação, conforme a legislação vigente. O consulado pode fornecer uma lista de funerárias com experiência nesse tipo de serviço, mas não se responsabiliza pela atuação das empresas.
Em relação à documentação, a certidão de óbito brasileira pode ser emitida gratuitamente pelo consulado. Caso isso não ocorra, o documento estrangeiro deve ser apostilado no país de origem e, depois, traduzido por tradutor juramentado no Brasil para registro em cartório.
VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná
Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.





