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Ex-vereador do AC é condenado a mais de 6 anos de prisão por matar homem na Bolívia

Ainda naquele ano, a Câmara Municipal abriu um processo para iniciar a cassação do mandato do vereador por quebra de decoro parlamentar após o crime. Ele foi eleito em 2020 com 153 votos.
O julgamento estava marcado para ocorrer em 10 de novembro do ano passado, contudo, após um recurso da defesa ter sido concedido, o julgamento foi adiado pela Justiça do Acre e remarcado para essa quinta, na 1ª Vara do Tribunal do Júri, na capital.
Processo
À época do crime, os advogados de Teio Tessinari, por meio do recurso, chegaram a alegar quebra da paridade de armas, ou seja, conforme o Supremo Tribunal Federal (STF), o princípio é a possibilidade de contrapor argumentos, ou, simplesmente, o princípio do contraditório.
Conforme já apurado pela polícia, o vereador desconfiava que Antônio Deuzimar estaria furtando gado de suas propriedades. Após o crime, as polícias Civil e Militar do Acre foram autorizadas pelo Exército boliviano para passar para o outro lado da fronteira e buscar o corpo.
Teio Tessinari foi preso na audiência de instrução e julgamento, ao se apresentar à Justiça em Rio Branco, 1 anos e três meses após o crime. Na epóca do assasinato, ele foi considerado foragido e tinha sido incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.
Ex-vereador foi pronunciado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri pela morte de Antônio Deuzimar e antes de ser detido, disse em depoimento que agiu em legítima defesa, após luta corporal com a vítima. Contudo, após ficar 9 meses preso, recebeu liberdade provisória com medidas cautelares.

Tessinari seria julgado por homicídio qualificado em 10 de novembro do ano passado, todavia, o juiz de Direito Fábio Alexandre Costa de Farias acolheu o pedido e abriu vista por um período de 15 dias para que a defesa acrescente alegações sobre relatórios técnicos que constavam nos autos.

"Júri é uma caixinha de surpresas, não tem como prever o resultado", afirmou o advogado Sanderson Moura, que defendia o acusado à epoca.
Entenda o caso
Antônio Deuzimar Santiago da Silva, de 49 anos, foi morto a tiros
Foto: Arquivo pessoal
Na época, a polícia informou que Teio desconfiava que Antônio Deuzimar estaria furtando gado de suas propriedades. E a discussão teria começado exatamente por conta disso, quando a vítima foi tirar satisfação com o acusado.
Conforme o delegado responsável pela investigação, Aldízio Neto, o vereador já tinha feito um boletim de ocorrência alegando que a vítima teria furtado o gado dele. Tessinari também trabalhava com arrendamento de gado e pasto, mas estava furtando a parte que era devida ao proprietário dos animais e, para não pagar a dívida, apontou a vítima como autora dos furtos.

Por isso, o homem teria matado Deuzimar para assegurar impunidade no crime de furto de gado. Ele foi denunciado pelo crime de homicídio, qualificado por emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e no intuito de assegurar impunidade em outro crime.
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