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Espanha investiga caso suspeito de hantavírus em Alicante, ligado a surto em cruzeiro

Secretário de Estado da Saúde da Espanha, Javier Padilla, e a chefe de Emergências e Proteção Civil do país, Virginia Barcones, em coletiva à imprensa
Reuters
OMS registra 8 ocorrências, com 3 mortes, e prevê novos diagnósticos devido ao longo período de incubação; evacuação de cerca de 150 pessoas está prevista nas Ilhas Canárias.
Uma mulher da província de Alicante, no sudeste da Espanha, apresenta sintomas compatíveis com infecção por hantavírus, segundo a agência Reuters. O caso envolve uma passageira do mesmo voo que um homem que morreu em Joanesburgo após ter viajado no navio de cruzeiro MV Hondius e contraído o vírus.

A situação reforça o monitoramento de possíveis cadeias de transmissão fora da embarcação, que se tornou o principal foco de atenção sanitária internacional nos últimos dias.
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A OMS alertou nesta quinta-feira (7) que novos casos podem surgir após a morte de três passageiros do cruzeiro, mas avalia que o surto deve se manter “limitado” caso medidas de saúde pública sejam adotadas.

Até o momento, foram notificados oito casos, incluindo três mortes. Desses, cinco já foram confirmados como infecção por hantavírus e três seguem sob investigação. A entidade destaca que o período de incubação da cepa Andes, identificada entre os infectados, pode chegar a seis semanas, o que abre a possibilidade de novos registros nas próximas semanas. Apesar disso, a OMS foi enfática ao afirmar que não se trata do início de uma pandemia, ressaltando que o vírus é menos contagioso do que o causador da covid-19.

Navio segue rumo à Espanha para evacuação
O MV Hondius navega em direção a Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde está prevista a evacuação de cerca de 150 passageiros e tripulantes a partir de segunda-feira (11). A operação deve ser feita sem atracação direta: os ocupantes serão transferidos por embarcações de apoio até o aeroporto de Tenerife Sul. Mesmo com o surto, a companhia responsável afirmou que não há pessoas com sintomas a bordo neste momento e que a rotina no navio segue “praticamente normal”.

Vírus raro e sem tratamento específico
O hantavírus pode ser transmitido principalmente por contato com roedores infectados. A cepa Andes, detectada nesse episódio, é a única conhecida com possibilidade de transmissão entre humanos. Não existe vacina nem tratamento específico contra a infecção, que pode causar síndrome respiratória aguda.

Origem do contágio ainda é incerta
A origem do foco segue desconhecida. Segundo a OMS, o primeiro caso provavelmente ocorreu antes do início da viagem, já que o primeiro passageiro que morreu apresentou sintomas poucos dias após o embarque.

Autoridades de países envolvidos, como Chile e Argentina, afirmam que ainda não é possível confirmar onde ocorreu a infecção inicial. Monitoramento internacional envolve ao menos 12 países
Casos suspeitos ou pessoas sob vigilância já foram identificados em diferentes países, incluindo Países Baixos, Suíça, Alemanha e África do Sul. Além disso, autoridades acompanham passageiros que desembarcaram em Santa Helena, no Atlântico Sul, para rastrear possíveis contatos. Em outras regiões, pessoas que tiveram contato com infectados foram colocadas em isolamento ou seguem em autoisolamento como medida preventiva.

População local e autoridades seguem em alerta
A chegada do navio às Ilhas Canárias gera apreensão entre moradores, ainda marcados pela pandemia de covid-19. Autoridades locais reforçaram que o desembarque será controlado e que o navio não atracará diretamente na ilha.

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