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Lula diz que alertou Trump que EUA pararam de investir no Brasil e espaço foi ocupado pela China

Mauro Vieira fala sobre encontro entre Lula e Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o país parou de investir no Brasil e o espaço foi ocupado pela China. Lula e Trump se reuniram nesta quinta-feira (7) na Casa Branca, em Washington.
"Disse ao presidente Trump de que é importante que os Estados Unidos voltem a ter interesse nas coisas do Brasil. Por exemplo, eu disse para ele que muitas vezes nós fazemos licitações internacionais para fazer uma rodovia, uma ferrovia, e os Estados Unidos não participam da licitação, quem participa são os chineses", disse Lula.
O presidente lembrou que os Estados Unidos foi o maior parceiro comercial do Brasil no século passado. Mas que os EUA e a Europa deixaram a América Latina de lado para focar no relacionamento com outras regiões do mundo, movimento que Lula disse que está sendo revisto, por exemplo, com o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
"Eu disse para ele que durante um bom tempo, tantos Estados Unidos deixaram de olhar para a América Latina, só olhava com o olhar de combate ao narcotráfico, como é o Brasil. A União Europeia deixou de olhar para a América Latina por conta da conquista do leste europeu e deixou de olhar para a África também. E agora as pessoas perceberam a importância outra vez da América Latina nesse mundo conturbado", disse.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante uma coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil após seu encontro na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, DC, em 7 de maio de 2026.
SAUL LOEB / AFP
Reunião com Trump
Lula se reuniu com Trump nesta quinta-feira (7) na Casa Branca, em Washington, capital norte-america. Esta é a segunda vez que os dois se encontram para tratar de temas de interesse entre os dois países. A agenda será uma reunião de trabalho, e não tem status de visita de Estado formal.
A primeira ocorreu em outubro do ano passado na Malásia, na esteira da imposição de tarifas de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros para os EUA e de sanções a autoridades brasileiras em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desde então, Lula e Trump têm conversado por meio de telefonemas e também feito declarações públicas sobre a relação entre os dois países.
O telefonema mais recente foi na última sexta-feira (1º). Lula recebeu uma ligação de Trump e a conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com fontes do governo brasileiro.
Durante a ligação, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e realizar o encontro presencial.
Comitiva tem 5 ministros e diretor-geral da PF
Lula desembarcou em Washington na noite desta quarta-feira (6) e deve retornar a Brasília ainda nesta quinta.
Cinco ministros participam da reunião do lado brasileiro:
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
Dario Durigan, ministro da Fazenda
Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia
Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública
A comitiva também inclui o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Mas, ele não entrou na reunião.
O grupo que viaja aos EUA foi montado com foco em temas sensíveis da agenda bilateral, como comércio, terras raras, combate ao crime organizado, conflitos internacionais, a investigação americana sobre o PIX, regulação das big techs e o cenário eleitoral brasileiro.
Do lado norte-americano, vários representantes da alta cúpula do governo também estão presentes. A lista inclui:
J.D. Vance, vice-presidente
Susie Wiles, chefe de Gabinete
Scott Bessent, secretário do Tesouro
Jamieson Greer, representante de Comércio
Howard Lutnick, secretário do Comércio

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