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Criminosos cortaram fios e atearam fogo em lojas na disputa territorial pelo domínio dos cabos de internet no Rio, diz polícia

O episódio anterior foi sobre como o domínio criminoso interfere diretamente na circulação de mercadorias, no funcionamento do comércio e até na prestação de serviços básicos, como internet e telefonia.
De acordo com investigações, criminosos abriram empresas em nome de laranjas para atuar como provedoras de internet. Essas empresas compram sinal das grandes operadoras e revendem o serviço em áreas dominadas, criando monopólios locais. Segundo a Secretaria de Segurança, em Rio das Pedras há dez empresas ligadas ao crime organizado; na Gardênia Azul, cinco; e na Muzema, três.
Criminosos cortaram fios e atearam fogo em lojas na disputa territorial pelo domínio dos cabos de internet no Rio, diz polícia
Reprodução/TV Globo
Até outubro do ano passado, provedores com até 5 mil assinaturas não precisavam de autorização da Anatel para funcionar. Após um pedido do governo do Rio, a regra mudou e agora todas as empresas precisam se cadastrar na agência.
Outra estratégia estudada pelo estado é substituir a internet via cabo pela conexão por rádio em comunidades que o governo pretende reocupar. A ideia é usar torres de transmissão já instaladas na região de Jacarepaguá. A Secretaria de Segurança acredita que, sem os cabos nos postes, o crime organizado perde parte do controle sobre o serviço.
Especialistas apontam que o combate passa por diferentes frentes. O conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Roberto Uchôa, defende o enfrentamento da corrupção e da cooptação de agentes públicos pelas organizações criminosas.

O documento lista 140 estabelecimentos que deixariam de receber produtos por causa das ameaças, entre eles padarias, pet shops, mercearias, restaurantes e supermercados.
Outro relatório interno aponta que comerciantes informaram a cobrança de uma “taxa pedágio” de R$ 800 por semana por empresa.
Diante das ameaças, a companhia decidiu suspender as entregas.
“Infelizmente, a empresa teve que deixar de atender esses clientes. como a empresa não compactua com esse tipo de pagamento ilegal, a gente deixou de atender esses clientes”.
Segundo o funcionário, a decisão trouxe prejuízos para todos os envolvidos.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) afirma que a insegurança afeta diretamente a atração de investimentos no estado.
O gerente de infraestrutura da entidade, Isaque Ouverney, afirma que empresários consideram a segurança pública decisiva para investir.
“Sem segurança pública, os investimentos não serão realizados e não ficarão no território”.
Moradores também relatam sensação de abandono e medo diante do avanço do crime organizado.
“A gente tá hoje refém dessa bandidagem. e nosso medo é que eles tão crescendo cada vez mais. e a gente não sabe o que que eles vão fazer amanhã”.

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