Fonte original: G1 DF
Casas do Núcleo Bandeirante, em setembro de 1958.
(Arquivo Público do DF)
Chão de terra batida, acampamentos improvisados e livre comércio. Era assim a estrutura da “Cidade Livre” — conhecida hoje em dia como Núcleo Bandeirante.
O local foi uma das primeiras regiões habitadas do Distrito Federal e surgiu em 1956, servindo de apoio para os trabalhadores que participaram da criação da capital.
A 15 km do centro de Brasília, a Cidade Livre se desenvolveu dentro das suas próprias limitações.
A Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) permitia apenas construções de madeiras, para facilitar o desmonte após a construção de Brasília.
Núcleo Bandeirante: conheça histórias de quem faz a história da região
A cidade livre, além de um local de moradia para os operários, também era um lazer dos finais de semana. O comércio era variado e as opções de passatempo eram diversas; pousadas, bares, restaurantes, igrejas e cinema.
Maria Fernanda Derntl, professora e pesquisadora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, explica que a cidade livre foi um lugar diverso.
“Era um centro vivo e animado, fundamental para abastecer as pessoas envolvidas na construção inicial de Brasília. Vários críticos notaram o contraste entre a Cidade Livre, com seu espaço pulsante e dinâmico; e o plano de Brasília, que muitos consideravam frio e artificial”, diz.
Candangos na Cidade Livre
(Arquivo Público do DF)
A promessa de uma “nova capital” e uma “nova vida” no Planalt…





