Fonte original: G1 Política
Caso Herzog: o fim de um mistério
Mais de 50 anos após a morte do jornalista Vladimir Herzog, pesquisadores conseguiram identificar o local exato onde a ditadura militar encenou o falso suicídio que marcou um dos episódios mais emblemáticos do período.
O achado é resultado de um trabalho minucioso que envolveu historiadores, arqueólogos e arquitetos especializados em espaços de memória. A partir da escavação de pisos, paredes e tetos, a equipe encontrou indícios materiais que coincidem com registros fotográficos e documentos da época — entre eles, a imagem do corpo de Herzog pendurado por uma faixa na grade de uma janela, divulgada à época pelos militares como suposta prova de suicídio.
“Ali havia vestígios encobertos por reformas posteriores, mas que guardavam respostas para um dos episódios mais simbólicos do horror da ditadura”, diz um pesquisador.
Cela onde Vladimir Herzog foi morto.
Reprodução/Fantástico
Marcas escondidas pela reforma
O prédio, que abrigou o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), foi reformado na década de 1980 para receber o Instituto de Criminalística. Pisos foram trocados, paredes cobertas por tinta e azulejos, e estruturas removidas. Ainda assim, os pesquisadores conseguiram localizar marcas reveladoras.
Entre os elementos encontrados estão remendos na parede que coincidem com os pontos de fixação da grade da janela vista na foto histórica, vestígios do antigo piso de tacos — depois recobert…





