Fonte original: G1 Política
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante o J. Safra Macro Day
Reprodução
O presidente do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (30) que a alta recente do petróleo deve pressionar a inflação e desacelerar o crescimento econômico, em um cenário global mais adverso marcado por tensões geopolíticas provocadas pela guerra no Irã.
Durante o evento, Galípolo explicou que a alta atual do petróleo é diferente de outros momentos, pois não se deve ao aumento da demanda, mas a problemas na oferta — ou seja, falta de produto no mercado.
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“Essa elevação no preço do petróleo tem uma natureza bastante distinta do passado, não decorre de um ciclo de demanda, mas sim de um choque de oferta”, afirmou.
Segundo ele, o impacto tende a ser de “inflação para cima e crescimento para baixo”.
“Desde o início, a governança do Banco Central tem sido mais parcimoniosa. A instituição tem preferido incorporar os efeitos de forma gradual e ganhar tempo para entender melhor o impacto de cada evento [guerra no Oriente Médio]. Até agora, essa estratégia tem se mostrado acertada”, afirmou.
“Em vários momentos, surgiram políticas que poderiam ter levado a reações mais rápidas por parte do Banco Central, mas a decisão de aguardar e ajustar gradualmente ajudou a evitar a amplificação da volatilidade. Assim, o BC segue avaliando os desdobramentos, mas, em um primeiro momento, a leitura é de inflação para …





