Serviço do PicPay contratado pelo GDF foi suspenso após suspeita de tarifas irregulares nos salários

Fonte original: G1 DF

Escritório de Ibaneis Rocha recebeu pagamentos milionários do grupo J&F após contrato fechado com GDF
O serviço de adiantamento salarial oferecido pelo banco digital PicPay, do grupo J&F, foi suspenso pela Secretaria de Economia do Distrito Federal após o Tribunal de Contas do DF apontar suspeitas de que tarifas foram descontadas de forma irregular no contracheque dos servidores.
O contrato entrou na mira da CPMI do INSS após informativos feitos pelo Banco Santander ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem que o escritório que leva o nome do governador Ibaneis Rocha recebeu R$ 1 milhão do grupo J&F quatro dias após o cadastro do PicPay junto ao GDF (veja detalhes abaixo).
➡️ A CPMI do INSS passou a investigar transações feitas pelo PicPay porque a empresa foi a única, entre as quatro firmas habilitadas, a realmente operar o programa “Meu INSS Vale+” – suspenso após cinco meses de operação por suspeitas de irregularidades.
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Taxa ou juro?
De acordo com o Tribunal de Contas, o PicPay cobrava dos servidores uma “taxa de antecipação” pelo uso do recurso – mesmo dizendo ser uma operação “sem juros”.
“Independentemente da nomenclatura utilizada, possui a natureza econômica de custo do crédito, sendo, para todos os efeitos, uma forma de juro”, aponta o documento.
Ao Tribunal de Contas, o PicPay afirmou que, caso o servidor optasse pelo recebimento do adiantamento diretamente em uma conta…

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