Sem imunidade e sob pressão do calendário eleitoral, delação de Vorcaro vira xadrez no STF e na PF

Fonte original: G1 Política

Investigadores já discutem termos de negociação de uma eventual delação premiada de Daniel Vorcaro e são diretos sobre proposta que ainda está em discussão: chance zero de imunidade penal. A avaliação é de que o material já reunido é robusto e que qualquer acordo só avança se trouxer fatos novos, consistentes e comprováveis.
O banqueiro já firmou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a Polícia Federal (PF), o que abriria caminho para uma eventual delação premiada.
Nos bastidores, há também uma preocupação central em não “encavalar” a delação com o calendário eleitoral. A leitura é de que, se o processo se arrastar, pode acabar sendo empurrado para depois das eleições, para evitar acusações de interferência política.
Advogados que acompanham o caso estimam um prazo de menos de seis meses para definição. Mas, se esse tempo for ultrapassado, investigadores admitem que é melhor adiar a delação do que contaminar o processo.
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No entanto, a aposta de investigadores é de que até o meio do ano a delação esteja avançada.
Uma frase tem sido repetida por quem está na apuração: “Não tem exclusão imediata nem inclusão obrigatória.”
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Ou seja, não há garantia de blindagem para ninguém, nem obrigação de incluir nomes sem lastro nem provas, obviamente.
No Supremo Tribunal Federal (STF), o tema já é tratado como um xadrez institucional. Ministros fazem contas sobre quem ana…

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