Desmatar área verde incluída por Ibaneis em socorro ao BRB pode liberar 104,5 mil toneladas de gás carbônico no ar, aponta estudo

Fonte original: G1 DF

Área de Proteção Ambiental está entre os bens públicos que serão entregues ao BRB
A eventual urbanização de uma área verde incluída pelo governo do Distrito Federal na lei de socorro financeiro ao Banco de Brasília (BRB) pode liberar na atmosfera, imediatamente, cerca de 104,5 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2).
O número consta em um estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) obtido em primeira mão pelo g1 e pela TV Globo.
Essa liberação é uma estimativa do impacto da decomposição da vegetação nativa que existe atualmente na Serrinha do Paranoá, a partir da ação de bactérias e fungos.
Ou seja: o número leva em conta apenas a degradação do próprio material orgânico, sem considerar o impacto do asfalto, das construções e da atividade humana na área.
O estudo também não quantifica o carbono que a área verde deixaria de captar ao ser derrubada – já que essa vegetação deixaria de fazer fotossíntese e capturar gás carbônico da atmosfera. Na prática, o dano ambiental futuro seria ainda maior.
O estudo do Ipam analisou a área conhecida como Serrinha do Paranoá, entre o Varjão e a Barragem do Paranoá.
Na área, estão 119 nascentes fundamentais para a irrigação de córregos da região, como os córregos do Urubu, Jerivá, Palha e Tamanduá – responsáveis pela manutenção da vazão de base do Lago Paranoá, mesmo em períodos de seca extrema.
O levantamento do IPAM aponta que as áreas à venda correspondem justamente aos 20% mais preservados da Serrinha.
“Os dados…

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