Sofrimento masculino está na origem da ‘machosfera’, mas não pode justificar misoginia, diz representante da ONU Mulheres no Brasil

Fonte original: G1 Política

Cartazes denunciavam machismo e misoginia durante protesto em Campinas
Arquivo pessoal
O sofrimento masculino é um dos fatores que dão tração à “machosfera”, mas não pode servir de justificativa para a misoginia. É o que defende Gallianne Palayret, representante da ONU Mulheres no Brasil.
“O problema é que [a rede] promete uma cura, mas entrega isolamento, rigidez e hostilidade”, diz.
A “machosfera” é uma rede de grupos e páginas que tratam de assuntos ligados à masculinidade e, frequentemente, têm viés misógino e violento. Nesta semana, a trend “caso ela diga não”, que incita violência contra mulheres, gerou grande mobilização e virou alvo de investigação da Polícia Federal.
Polícia Federal investiga vídeos em redes sociais que incitam violência contra mulheres
Em entrevista à Júlia Zaremba, Camila Bomfim e Malu Gaspar, Palayret defendeu que sejam criados espaços para que meninos possam compartilhar inseguranças sem virar alvo de discursos de ódio.
“O que funciona melhor, das iniciativas que vemos no mundo, é oferecer suporte real. Redes de pertencimento, de saúde mental para meninos, de educação emocional, modelos de masculinidade que não dependem de controle sobre mulheres, diz.
“Quando a gente melhora a vida dos meninos e dos homens, também melhora a segurança e a liberdade das mulheres, é um ganho coletivo.”
Palayret é advogada e francesa e assumiu o comando da ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres, no B…

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