Fonte original: G1 Política
Cibelle Alves (esq.) e Priscila Versão (dir.) foram vítimas de feminicídio em São Paulo em 2026.
Montagem/g1/Reprodução
Uma em cada cinco mulheres vítimas de feminicídio na cidade de São Paulo tinha medida protetiva de urgência vigente no momento do crime. O dado é da pesquisa Retrato dos Feminicídios no Brasil, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quarta-feira (4).
Entre setembro de 2023 e março de 2025, foram registrados 83 casos na capital paulista. Desses, 18 mulheres haviam obtido medida protetiva — o equivalente a 21% do total, segundo a pesquisa.
No cenário nacional, a pesquisa aponta que, em 2024, foram contabilizados 1.127 feminicídios em 16 unidades da federação. Em 148 casos (13,1%), as vítimas também tinham medida protetiva em vigor quando foram assassinadas.
Procurada, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse, em nota, que o estado de São Paulo é pioneiro no uso da tecnologia para salvar vidas e no uso do monitoramento eletrônico de agressores de mulheres. (Leia na íntegra abaixo.)
LEIA MAIS:
São Paulo bate recorde de feminicídios em 2025
Feminicídios em 2025: assassinatos em público revelam controle, defesa da honra e ódio às mulheres, apontam especialistas
Violência contra mulher: como pedir ajuda
Na última semana, a maioria das mulheres vítimas de feminicídio registradas na Grande São Paulo e no interior já tinha medidas protetivas contra os agressores.
A falha na proteção se repete em casos recentes no estado. Em 21 de fevereiro…




