Fonte original: G1 Política
Entidades do meio ambiente criticam a falta de diretrizes claras e medidas concretas para o fim do uso de combustíveis fósseis no Plano Clima – o documento com ações sobre o enfrentamento às mudanças climáticas até 2035 que foi apresentado pelo governo nesta semana.
Apesar de ser um instrumento inédito, especialistas afirmam que o plano apresentado tem “baixa ambição”.
O Observatório do Clima classificou o documento como “tímido”, ao apontar, além da falta de clareza sobre combustíveis fósseis, ambiguidade nas metas de redução de emissões até 2035.
Para a organização, a implementação do plano precisaria estar integrada a políticas já existentes e a roteiros de transição para a eliminação dos combustíveis fósseis e do desmatamento.
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Sem a integração, avalia entidade, fica mais difícil viabilizar uma transição efetiva e justa para uma economia de baixo carbono.
O Greenpeace Brasil, por sua vez, reconhece avanços na agenda de justiça climática e adaptação, mas critica a falta de medidas concretas para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e a redução da responsabilidade atribuída ao agronegócio nas emissões associadas ao desmatamento.
Segundo a ONG, o plano transfere parte do custo do combate ao desmatamento para o poder público e prevê, no setor de energia, aumento de emissões sem estabelecer um caminho claro para a substituição dos fósseis.
Ambientalistas alertam que, sem metas mais ambiciosas, mecanismos efetivos de fiscal…





