Fonte original: G1 Política
Em depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou que não há clareza de que as operações envolvendo o Banco Master tenham configurado fraude.
Segundo ele, o que foi identificado pelo banco público foi uma mudança no padrão documental e na forma de originação dos créditos, mas não indícios de inexistência dos ativos. “A gente não tem clareza até hoje que isso foi uma fraude. O que a gente percebeu foi uma mudança de padrão documental e de originação do crédito”, afirmou.
Paulo Henrique disse que os arquivos recebidos pelo BRB indicavam a ocorrência regular de averbações e débitos mensais. Destacou ainda o volume da operação, que envolvia cerca de R$ 12 bilhões, aproximadamente 400 mil CPFs e cerca de 1 milhão de contratos. Segundo ele, ao adquirir os créditos, o banco adotou os procedimentos usuais de mercado, incluindo o registro das operações e o envio das informações ao Banco Central.
O Banco Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, após identificação de problemas de liquidez.
De acordo com o ex-presidente, apesar de algumas reclamações registradas na ouvidoria, não houve relatos de clientes negando a existência dos créditos após serem informados de que se tratava de operações adquiridas de terceiros. Ele afirmou ainda que testes realizados em uma amostra de cerca de 130 contratos constam de relatório circunstanciado do Banco Central.
O depoimento ocorre no contexto das investigações da Polícia Federal sobre operações entre…





