Fonte original: G1 Política
Delator e condenado na trama golpista, o tenente-coronel Mauro Cid vai passar para a reserva do Exército, segundo os advogados do militar.
A chamada cota compulsória representa uma aposentadoria antecipada. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro ficará com a patente de tenente-coronel.
A portaria foi assinada pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva, após o parecer de uma comissão analisar o pedido feito por Mauro Cid. A medida já deve começar a valer a partir de sábado (31), após publicação no diário oficial da união.
Cid terá uma remuneração proporcional aos quase 35 anos de serviço militar prestado, algo em torno de R$16 mil. E terá um prazo de até 90 dias para deixar a casa na vila militar em Brasília.
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Atualmente, ele cumpre a pena de 2 anos de prisão, em regime aberto, a que foi condenado. Ele ainda precisa seguir restrições, como recolhimento noturno, proibição de sair do país e uso de redes sociais.
O tenente-coronel foi condenado pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A pena reduzida foi por causa da delação.
Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid requereu a ida para a reserva em agosto, pouco antes do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Cid apontou participação direta de Bolsonaro
Mauro Cid durante interrogatório ao STF sobre trama golpista
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