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Ebrahim Raisi, chefe do sistema judicial do Irã, vence eleição presidencial

Chefe do Judiciário da República Islâmica, Ebrahim Raisi, de 60 anos, venceu a eleição presidencial no país com 61.95% dos votos, confirmou o Ministério do Interior do Irã. Na manhã deste sábado (19), o chefe da campanha eleitoral no Irã, Jamal Orf, disse que o principal juiz da República Islâmica, Ebrahim Raisi, deverá vencer as eleições presidenciais no país depois de receber mais de 50% dos votos, quanto estavam 90% contados.

“[Na eleição] votaram 28,6 milhões de nossos compatriotas. Levando em conta que a contagem dos votos ainda está em curso, estes são dados preliminares. Até o momento, Ebrahim Raisi recebeu mais de 17,8 milhões de votos”, disse Orf em comunicado transmitido pela TV iraniana.

A declaração surge poucas horas depois que o presidente Hassan Rouhani parabenizou o vencedor, mas sem especificar o seu nome.

“Felicitações ao eleito do povo. Uma vez que ainda não foi oficialmente anunciado, adiarei um pouco as saudações oficiais tendo em conta a lei. É evidente quem recebeu o número necessário de votos”, disse Rouhani, expressando esperança de que em 45 dias o vencedor assumirá suas funções presidenciais.

Mais tarde, o Ministério do Interior do país confirmou a vitória de Ebrahim Raisi com 17.926.345 votos, o equivalente a 61.95%. Neste ano, 28,9 milhões de pessoas participaram da votação, ou 48,8% dos eleitores.

Doze candidatos haviam se registrado para concorrer à eleição. Sete deles foram posteriormente aprovados pelo Conselho de Guardiões do Irã. O presidente Rouhani não poderia participar da corrida presidencial, uma vez que já cumpriu dois mandatos no cargo.

Raisi, que foi adversário de Rouhani nas eleições anteriores de 2017, acusou repetidamente o presidente em exercício de ser demasiado brando com os EUA em meio ao impasse político entre Washington e Teerã.

No entanto a Justiça do país também expressou apoio ao Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) de 2015, uma vez que o acordo não viola os interesses do Irã. (Sputnik)

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