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Moro diz que morte de Ágatha Félix foi um 'evento infeliz' que está 'em apuração'

Ministro Sérgio Moro se reúne com o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, e o governado de Goiás, Ronaldo Caiado, nesta segunda-feira — Foto: Vitor Santana/G1

O ministro Sergio Moro disse nesta segunda-feira (23) que a morte de Ágatha Vitória Felix, de 8 anos, durante uma ação policial no Rio de Janeiro, já está em investigação e, só a partir do resultado, pode-se “tirar conclusões”. “O evento que aconteceu é terrível. Mas os fatos estão em apuração(…). Foi um evento infeliz, a morte de uma criança é sempre uma tragédia”, completou o ministro da Justiça e Segurança Pública. Informações d G1.

 A declaração foi dada em Goiânia durante uma reunião para acompanhar o andamento do programa “Em Frente, Brasil”. O projeto enviou equipes da Força Nacional para combater a criminalidade na capital goiana.

Ágatha morreu na noite de sexta-feira (20). Ela estava dentro de uma Kombi com o avô, quando foi baleada nas costas. Moradores afirmaram que PMs do RJ atiraram contra uma moto que passava pelo local, e o tiro atingiu a criança. Já o porta-voz da corporação alegou que não há indicativo da participação de um policial militar na morte da criança.

Após a morte de Ágatha, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu “uma avaliação muito cuidadosa e criteriosa sobre o excludente de ilicitude”, que prevê isenção de punição a policiais em algumas situações e que está em avaliação no Congresso Nacional. A manifestação do político foi feita no domingo (22), em uma rede social.

Nesta segunda-feira, o ministro ponderou que o assassinato de Ágatha não deve prejudicar a avaliação do pacote anticrime, enviado por ele ao Congresso Nacional, em fevereiro.

“Diante da falta de esclarecimento de toda circunstância, qualquer juízo em relação ao efeito disso para a proposta que nós colocamos no Congresso me parece prematura. Pelo que vejo, sem os fatos terem sido ainda esclarecidos, não haveria uma situação que poderia invocar a legítima defesa. A proposta do projeto anticrime diz respeito ao aperfeiçoamento do instituto da legítima defesa. Então, pelo que caminha o esclarecimento dos fatos noticiados por cima, mas que precisam ser confirmados, não haveria uma situação compatível para o qual se aplicaria o projeto anticrime”, afirmou.

Morte de PM

Durante o evento, o ministro também lamentou a morte do soldado da PM, Walisson Miranda Costa durante o trabalho, em Aparecida de Goiânia. Ele prestou condolências aos familiares.

“A alta taxa de criminalidade nos cobra um preço alto e o que tentamos é diminuir as vítimas da violência cotidiana (…). Todas as vidas importam. Esse é o mote do ministério e nossa política de segurança pública, mais do que reduzir números, quer proteger pessoas”, disse.

Força Nacional

A reunião começou às 8h30, no Paço Municipal. Entre as autoridades estavam o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), e o governado de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). “Estamos vendo todo esforço do estado e os bons resultados no combate à criminalidade e isso mostra a importância dessa parceria. Goiânia foi selecionada por critérios técnicos, mas também é uma escolha do governo e da prefeitura aceitar esse projeto”, disse o ministro.

Ao todo, 100 militares foram enviados para Goiânia, única capital a receber o projeto. Eles começaram a atuar no dia 30 de agosto e devem ficar por pelo menos quatro meses. O foco é atuar nas regiões oeste e noroeste da capital, onde os índices de criminalidade são maiores.

“A violência no Brasil é geral, mas ele também é específico, localizado em determinados territórios. A ideia principal do projeto é a integração. Os recursos são limitado e sempre serão. Temos que focalizar esses recursos e nos integrar. Esse é o propósito, uma verdadeira união entre os governos, com planejamento, intensificação e saturação das polícias”, completou.

O governador Ronaldo Caiado também comemorou a parceria entre as forças policiais e disse que isso vai gerar reforço na segurança em outras regiões. “A Força Nacional é um reforço, ainda com novos armamentos, então há uma troca de experiência. E, com isso, podemos diminuir o efetivo nessas áreas e direcionar para outras regiões, como o Entorno”, disse.

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